Caixa projeta ampliar fatia no crédito comercial

Texto: Redação AECweb

Banco tem como estratégia o aumento de participação no mercado

17 de maio de 2011 - O desempenho da Caixa Econômica Federal nos primeiros meses de 2011 segue a tendência de crescimento dos grandes bancos brasileiros, puxado pelas altas das operações de crédito. O lucro líquido teve elevação de 4,5%, para R$ 812,4 milhões, na comparação com o de março de 2010. Para 2011, o banco tem como estratégia o aumento de participação no mercado, com a conquista de novos clientes, e aumento da venda de produtos aos já existentes.

Os ativos administrados totalizaram R$ 893,8 bilhões; os totais somaram R$ 431,3 bilhões, o que representa evolução de 18,57% perante o mesmo período do ano passado. Do total administrado, o destaque fica com a representatividade de FGTS, com R$ 268,7 bilhões, e de fundos de investimento, de R$ 134,8 bilhões. O patrimônio líquido teve evolução de 27,2%, para 17,5 bilhões.

As operações de crédito respondem pelo positivo resultado no período. O total de concessões chegou a R$ 46,3 bilhões. Já as receitas originadas pelas operações de empréstimo totalizaram R$ 6,2 bilhões, variação de 48,3% frente às do mesmo período do ano passado. "O crescimento acontece ao longo dos últimos anos e podemos observar o aumento do saldo no acumulado de 12 meses, que foi de 41,5%. A Caixa está em um patamar de crescimento elevado", explicou Raphael Rezende Neto, vice-presidente de Controle e Risco da Caixa.

O "carro-chefe" da instituição financeira, o crédito imobiliário, foi responsável pela expansão, com 61,5% das operações. O saldo chegou a R$ 113,1 bilhões, evolução de 50% em relação a março de 2010 e de 8% quando comparado ao do último trimestre de 2010. A principal fonte de recursos para esta linha de financiamento é a poupança, com valor de R$ 61,7 bilhões captados de janeiro a março deste ano, o que representou 52,7%. Já o FGTS totalizou R$ 55,02 bilhões em recursos.

Ao ser questionado sobre o impacto no funding com a captação líquida negativa das cadernetas de poupança em abril, de R$ 1,762 bilhão, segundo o Banco Central, Rezende enfatizou que o fato não reflete a posição atual da Caixa. "A gente observou que o mercado teve queda na poupança. Apesar disso, a Caixa aumentou a participação, já que saiu de 33,9% no primeiro trimestre do ano passado para 34,5% nesse ano. Também já observamos crescimento na captação de cerca de R$ 1 bilhão em maio. Por esses motivos, a captação em poupança não prejudica o funding para o imobiliário."

O estoque total da carteira de crédito comercial alcançou R$ 60,8 bilhões, alta de 28,5% frente ao de março de 2010, com destaque para segmento consignado, que obteve saldo de R$ 23,2 bilhões no período, crescimento de 23,4% em 12 meses.

Já o segmento de pessoa jurídica evoluiu 22,7%, para R$ 32,7 bilhões. O destaque é a evolução de 38,5% em operações de capital de giro, para R$ 25,3 bilhões de estoque. Os empréstimos para saneamento e infraestrutura alcançaram saldo de R$ 12,6 bilhões, aumento de 33,4% em 12 meses.

Para 2011, o executivo da Caixa projetou expansão de 25% a 30% no total das carteiras de crédito e reforçou a estratégia de crescimento com aumento da participação de mercado (market share, em inglês).

"A Caixa quer crescer no número de clientes. Os consumidores que já se relacionam com o banco, por exemplo, vemos que podem ter outros produtos por conta da mobilidade social e aumento da renda. Também há a conquista de novos clientes", pontuou Raphael Rezende Neto.

Fonte: DCI