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Câmara da Construção quer entrar no mercado

Texto: Redação AECweb

Com a taxa atual, em contrato de 30 anos, casal pagará R$ 22.320 de seguro

09 de novembro de 2009 - A Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), que já oferece seguros para construtoras e bancos, em condições mais facilitadas, aguarda apenas as novas regras para atuar também no mercado individual.

Com taxa única (0,022% para morte e invalidez e de 0,0075% para danos físicos ao imóvel) e independente da idade, o Núcleo de Seguros da entidade pode ser um parâmetro para os preços cobrados hoje no mercado, ainda dominado por poucas empresas.

Segundo Rossana Costa, gestora de seguros imobiliários do Núcleo da Cbic, o mutuário Eduardo Gonçalves, que há um ano financiou R$ 330 mil na Caixa Econômica Federal e paga hoje R$ 286 a título de seguro, desembolsaria R$ 72 por mês, nos cálculos da entidade. À medida em que o saldo devedor for caindo, explicou ela, o valor do seguro também cai.

Para prestar o serviço, a Cbic tem parceria com seguradoras. Atualmente, o Núcleo conta com 480 parceiros, entre construtoras, agentes financeiros e securitizadores de recebíveis. No total, são cerca de 50 mil devedores segurados.

O casal Marcelo José Domingos e Daniela Perdigão, que financiou um apartamento de R$ 295 mil por 30 anos pelo Santander, disse que pretende pesquisar no mercado um seguro mais baixo assim que as novas regras entrarem em vigor. De uma prestação de R$ 2.750, eles desembolsam por mês R$ 62 só a título de seguro. No fim do contrato, terão pago R$ 22.320 (sem correção) só com esta rubrica. “É muito dinheiro”,  reclamou Daniela.

Para o corretor de imóveis Ricardo Wagner, a eficácia das novas regras vai depender de divulgação. Ele explicou que a maioria dos mutuários não leva em conta o valor do seguro, já embutido na mensalidade. “Vai ter que ter muita divulgação para chamar a atenção para os impactos no valor da prestação, o que de fato interessa às pessoas”, disse Wagner.

O mercado de seguro habitacional hoje é dominado pela Caixa Seguros, que responde por 73% dos prêmios pagos. Em seguida, estão Itaú Seguros S.A; Cia Excelsior de Seguros e Bradesco Auto. Entre janeiro e agosto, foram pagos pelos segurados R$ 585,6 milhões, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Do lado das seguradoras de vida e previdência, que poderão ofertar o seguro habitacional, destacam-se Itaú Seguros S.A; Mapfre; Santander; Bradesco Vida e Previdência; Real Tokio Marine Vida e Previdência e HSBC Seguros. No acumulado do ano, o segmento movimentou R$ 1,814 bilhão.

Fonte: O Globo - RJ

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