Categoria de trabalhadores não tem previsão para negociação no Ceará

Texto: Redação AECweb

Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Roberto Sérgio, afirma que atualmente "está sem condição de dialogar”

20 de abril de 2011 - O setor que mais cresceu no Ceará em 2010 - construção civil, que registrou aumento no PIB de 14,5% - perdeu controle do quadro de funcionários. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil se juntou a grupos de movimentos populares como MST, Sintro, o PSTU e Conlutas para fortalecer as reivindicações sindicais.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Roberto Sérgio, afirma que atualmente "está sem condição de dialogar. Virou um caso de Polícia". Roberto Sérgio afirma que apresentou ofertas patronais, como bônus de R$ 25 para cesta básica e reajuste salarial de 7,53%. "Acima da inflação oficial, de 6,5%", pontua Sérgio. Os operários pedem 17%.

Em valores práticos, o piso de pedreiro é atualmente R$ 800; trabalhadores querem reajuste para R$ 936 e patrões oferecem R$ 860.

O presidente do Sinduscon diz também que não há previsão para a volta das negociações. "Eles ficam querendo virar os carros, fechar as ruas. É coisa de guerra." Os operários prometem para hoje repetição do protesto.

O sindicato patronal diz oferecer também participação nos resultados, "o que representa, na prática, um 14º salário anual", e adicional de 5% para empregados com cursos de aperfeiçoamento técnico.

Comunicado

Em nota à imprensa, o Sinduscon diz lamentar que os funcionários tenham "abandonado as negociações para o acordo coletivo e optado por protestos violentos". O sindicato patronal alega que pelo menos sete obras sofreram danos durante os protestos. O POVO visitou uma construção na Beira Mar cujo servidor de materiais afirma que operários destruíram uma câmera de segurança e parte dos tapumes.

Roberto Sérgio diz que membros do Sinduscon filmaram ações de quebra-quebra. Os arquivos serão encaminhados à Justiça. O Sinduscon diz que ainda faz a contabilidade do prejuízo.

Fonte: O Povo - CE