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CAU/BR divulga resultados do II Censo dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Estudo mostra que o mercado é composto majoritariamente por mulheres e que a maior parte dos profissionais recebe entre um e três salários-mínimos

Censo Arquitetos Brasil
Levantamento indica que 32% dos profissionais têm perspectivas positivas para o mercado (Foto: BNMK 0819/Shutterstock)

07/01/2022 | 10:22 – No último mês de dezembro, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) divulgou os resultados do II Censo das Arquitetas e Arquitetos e Urbanistas do Brasil. Após ouvir 41.897 profissionais, o estudo constatou que a idade média da classe é 35 anos e que a maioria (58%) se identifica como mulher. O levantamento mostra, ainda, que 30% dos participantes são homens, 1% não-binário e 11% preferiram não informar. Novidade nesta edição da pesquisa foi a inclusão do perfil racial, que constatou que 69% dos entrevistados se declaram como brancos. Na sequência, estão os negros (22%), os mestiços (4%) e os orientais (2%). Além disso, 4% dos arquitetos e urbanistas optaram por não responder essa pergunta.

O Censo indica, também, que 87% dos profissionais trabalham de maneira efetiva no mercado de Arquitetura e Urbanismo. Entre as diferentes áreas, destaque para a arquitetura de interiores que foi apontada por 62% dos entrevistados como um dos principais segmentos de atuação nos últimos dois anos. Nessa lista também aparecem a concepção de projetos (49%), o acompanhamento da etapa de execução (45%), o paisagismo (17%) e o planejamento urbano (11%). Entre os entrevistados, 51% informaram que prestam serviços autônomos, 13% possuem empresas de arquitetura, 15% são assalariados e 12% têm outras fontes de renda.

De acordo com o estudo, 35% dos arquitetos e urbanistas têm renda individual que varia entre um e três salários-mínimos (R$ 998 a R$ 2.994). Já 28% disseram ganhar entre três e seis salários-mínimos (R$ 2.994 a R$ 5.988) e 11% informaram que possuem ganhos entre seis e nove salários-mínimos (R$ 5.988 a R$ 8.982). Por outro lado, 6% dos participantes não têm nenhuma renda e 10% recebem menos do que um salário-mínimo.

Em relação ao futuro, 32% dos arquitetos e urbanistas possuem perspectivas positivas para o mercado nos próximos anos. O resultado é inferior ao Censo de 2012, quando esse percentual estava em 58%.

Os dados completos do II Censo das Arquitetas e Arquitetos e Urbanistas do Brasil estão disponíveis no site do CAU/BR.

A pesquisa

De caráter optativo, a pesquisa foi realizada durante o primeiro semestre de 2020, e a grande maioria dos entrevistados (71%) residia nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. O levantamento foi conduzido pelo CAU/BR e os seus resultados foram tabulados pelo Instituto DataFolha.

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