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CEF divulga balanço do Minha Casa, Minha Vida na sexta-feira

Texto: Redação AECweb

Caixa deve informar qual foi o volume contratado por faixa de renda

18 de janeiro de 2011 - Balanço detalhado do programa "Minha Casa, Minha Vida" referente a 2010 deve ser divulgado pela Caixa Econômica Federal (CEF) até sexta-feira, contendo, também, o desempenho apurado neste início de ano. Por conta do anúncio, a instituição adotou a política de não conceder entrevistas sobre a questão até o dia da divulgação.

Entre os pontos que serão detalhados, a Caixa deve informar qual foi o volume contratado por faixa de renda. Originalmente, a meta do governo era contratar 400 mil unidades para famílias com renda de até três salários, outras 400 mil na faixa de três a seis salários e 200 mil na faixa de seis a dez.

Com relação ao futuro do programa, especialistas do setor afirmam que o mais importante a ser definido é a questão que envolve os tetos por faixa de renda e os respectivos subsídios. Entre 2011 e 2014, a meta do programa é contratar mais dois milhões de moradias. Em 29 de dezembro, ao divulgar números nacionais do programa, o governo comemorou a superação da meta, com 1,003 milhão de habitações contratadas em todas as faixas de renda, atingindo R$ 52,98 bilhões em investimentos.

Na ocasião do anúncio, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, ressaltou que desde o início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007, até agora, foram investidos mais de R$ 250 bilhões em habitação.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já tem aprovado um orçamento de R$ 46,9 bilhões para este ano, sendo R$ 30,6 bilhões para habitação em geral, incluindo o programa. Diante da expressiva valorização do mercado imobiliário, fontes do mercado avaliam que será preciso elevar o valor máximo do imóvel que pode ser financiado pelo FGTS de R$ 130 mil para algo entre R$ 150 mil a R$ 170 mil.

"Se for mantido, o atual teto pode tornar o programa inviável para regiões como São Paulo, onde terrenos disponíveis são cada vez mais escassos e os preços continuam subindo", defende Alexandre L. Frankel, presidente da Vitacon Participações, empresa que é especializada em projetos de alto padrão e tem apenas um grande projeto em aprovação nesse faixa de renda, de R$ 100 mil a R$ 110 mil.

Fonte: Monitor Mercantil

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