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Chuvas pressionaram os preços dos materiais de construção

Texto: Redação AECweb

Maior aumento foi o da areia natural, cujo preço subiu 5,03% de um mês para o outro

15 de fevereiro de 2012 - Quem precisa reformar, construir ou mexer com obras neste início de ano deve ficar muito atento à variação de preços dos materiais de construção em Belo Horizonte, que apresentaram diferenças de preços de até 91% - caso dos blocos de concreto 15x19x39 - de um estabelecimento para outro. O milheiro do produto pode ser adquirido por R$ 1.450,00 num local ou custar até R$ 2.770,00, em outro. Além disso, segundo levantamento do PROCON Assembléia, em comparação com dezembro/2011, o preço dos materiais de construção teve aumento médio de 2,50% em Belo Horizonte no mês de janeiro.

Depois dos blocos de concreto, as maiores diferenças de preço de um depósito para outro foram verificadas na brita granito (72,46%), cujo metro cúbico pode ser adquirido a partir de R$ 63,90 até R$ 115,00; na brita calcária (77,07%), com custo do metro cúbico oscilando entre R$ 63,90 a R$ 113,15.

O maior aumento foi o da areia natural, cujo preço subiu 5,03% de um mês para o outro, contra uma inflação de 2,60% em janeiro, em Belo Horizonte, a maior dos últimos dez anos, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis (Ipead) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O presidente da Associação do Comércio de Materiais de Construção de Minas Gerais (ACOMAC), Rui Fidelis Júnior, explica que o preço da areia subiu muito em função do excesso de chuvas nos meses de dezembro e janeiro. "É um aumento sazonal. O que aconteceu foi que além de estradas em péssimas condições, os portos de areia ficaram inundados e esta mistura de problemas empurrou os preços para cima", disse.

Em relação à brita, segundo Fidelis, há grande influência da localização do estabelecimento.  por isso que o preço mais baixo é encontrado numa loja de Venda Nova, muito próxima dos fornecedores, que ficam principalmente em Pedro Leopoldo, o que reduz o valor do frete. Mas as lojas que ficam na Zona Sul ou em outras regiões da cidade pagam fretes muito caros, já que caminhões grande porte ou carretas não podem circular nas áreas centrais da cidade, obrigando os comerciantes a transportarem a mercadoria em veículos menores.

A tendência, no entanto, é de que os preços da brita continuem subindo, pois este mês os caminhões estão sendo fiscalizados nas britadoras para que circulem somente com o peso de tara (a capacidade determinada pelo fabricante).

Fonte: Anamaco

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