Cidade do Rio quer atrair construtoras paulistas

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Intenção é bater o ritmo de lançamentos da capital paulista

21 de outubro de 2013 - Com a perspectiva de crescer 5% este ano, a cidade do Rio de Janeiro segue na busca por uma fatia do mercado imobiliário da capital paulista. Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ), a cidade se prepara para ganhar investimentos e bater o ritmo de lançamentos de São Paulo.

Para o vice-presidente da Ademi-RJ, Alexandre Fonseca, o momento dos cariocas se mostra bastante promissor e as oportunidades seguem em alta para o mercado. "Em 2000 o município de São Paulo chegou a ser seis vezes maior que o do Rio de Janeiro em unidades residenciais lançadas. Hoje esse número caiu para duas vezes", disse ele.

Os números da entidade indicam que em 2000 foram lançadas 30 mil unidades em São Paulo, contra cinco mil no Rio de Janeiro. No primeiro semestre deste ano os lançamentos na capital paulista somaram 14 mil, enquanto seis mil foram lançados no Rio.

José Carlos Ferrão, professor de macro economia da Universidade Federal d Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que o mercado carioca ganhou algumas vantagens na competição com São Paulo este ano. "Há um grande problema de terrenos em São Paulo. A mudança do plano diretor, anunciada pelo prefeito Fernando Haddad, fez com que recuasse a procura das empresas por espaços na cidade. Isso poderá trazer alguns investimentos para o Rio", disse.

A busca de imóveis na cidade do Rio de Janeiro é a aposta da recém-nascida Benx. Braço da incorporadora do Grupo Bueno Netto , a empresa entra em 2014 em busca de oportunidades de negócios comerciais e residenciais no próximo ano.

O diretor de incorporações da Benx, Luciano Amaral, diz que a empresa conta com R$ 300 milhões para aquisição de terrenos. "O Rio de Janeiro é um mercado com grande potencial. Por isso nosso foco, por enquanto, são empreendimentos em São Paulo e no Rio de Janeiro", afirmou.

Os dados da Ademi-RJ projetam ainda que as empresas que escolherem entrar agora no Rio de Janeiro poderão contar com incremento tanto da demanda quanto da oferta de imóveis.

"Em 2011, o mercado carioca experimentou um crescimento acentuado de 25% na comparação com 2010", explicou Fonseca, que completou: "2012, por sua vez, foi um ano de consolidação e 2013 se inicia com a tendência de crescimento tanto na oferta quanto na demanda", detalha.

Quem também divulgou a entrada no mercado imobiliário carioca foi a Damha Urbanizadora, braço do Grupo Encalso Damha, conglomerado empresarial fundado em 1964, que atua com engenharia civil, agronegócios, shopping, concessão de rodovias, energia e imóveis.

A empresa anunciou para os próximos meses o lançamento do Residencial Damha I, em Campos, primeiro empreendimento na cidade e no Estado do Rio de Janeiro. Com 446 lotes residenciais, o empreendimento teve aportes de R$ 45 milhões.

O empreendimento é um dos 12 lançamentos planejados pela Damha Urbanizadora para 2013, em um projeto de expansão nacional que prevê valor geral de vendas (VGV) de R$ 700 milhões no ano. "Para nós é uma satisfação e, ao mesmo tempo, um desafio poder ingressar em Campos, cidade de grande potencial econômico do Estado do Rio de Janeiro", diz o diretor superintendente da empresa, José Paranhos.

Com investimentos da ordem de R$ 45 milhões, o Residencial Damha I está localizado na Rua Aires de Souza, 289 - Parque Rodoviário, próximo ao Shopping Boulevard. Em seus 350 mil metros quadrados (m²), serão oferecidos 446 lotes residenciais, que possuem dimensões entre 400 e 448 m² e ocupam área de 185,8 mil m². Outro importante destaque fica por conta dos espaços reservados exclusivamente para áreas verdes e de lazer, que totalizam 74,8 mil m², ou 21% da área total do empreendimento.

Complexos multiúso

Outra opção é apontada pela ADEMI-RJ como de grande potencial: os grandes complexos multiúso. Entre os destaques da entidade está o Trump Towers, incorporado pela Even. O projeto tem cinco torres de 38 andares e o VGV somará cerca de R$ 5 bilhões ao final dos lançamentos.

Além do complexo da Even, o Porto Atlântico, que foi lançado em março deste ano e conta com 884 unidades, gerou para a incorporadora OR VGV de R$ 803 milhões e está todo vendido.

Outro destaque é o Porto Vida, idealizado pelas empresas OAS, OR, REX e Carioca. Com mil unidades a previsão de entrega do empreendimento é para outubro deste ano e o valor geral de vendas somará R$ 500 milhões.

Já o Porto 1 Rio Corporate, da incorporadora João Fortes e MDL e voltado ao público AA, conta com 34 unidades, será lançado este ano e tem VGV previsto de R$ 250 milhões.


Fonte: DCI