Comando Aéreo Regional dispõe-se a orientar construtoras

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Cuidado é fundamental, para não atrasar a aprovação de projetos

12 de maio de 2014 - O 4º Comar (Comando Aéreo Regional) da Aeronáutica colocou-se à disposição das construtoras para fornecer orientação técnica prévia à apresentação de projetos. Este foi um dos resultados da exposição seguida de debates, feita pela tenente Renata Machado e pelo suboficial Robs Romeu, na reunião da Diretoria do SindusCon-SP, em 8 de maio.

Romeu orientou as construtoras a elaborarem corretamente seus projetos, evitando erros de localização geográfica dos empreendimentos, altura do topo ou da base, e a sempre utilizarem plantas oficiais do IBGE. “Já houve casos em que uma construtora apresentou um projeto para um edifício no Mato Grosso com as coordenadas da Bolívia”, comentou.

Segundo ele, esse cuidado é fundamental, para não atrasar a aprovação de projetos, cujo prazo hoje é de 60 dias.

O presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, sugeriu que a Aeronáutica estude a possibilidade de receber os projetos ao mesmo tempo que a Prefeitura, para encurtar os prazos de aprovação.

O vice-presidente Mauricio Bianchi colocou o CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade) à disposição para desenvolver um mapa georeferenciado de São Paulo com os diversos gabaritos autorizados e as áreas de restrição para a construção de edifícios.

O vice-presidente Haruo Ishikawa sugeriu que o Comar implemente um serviço de orientação para as construtoras, antes que elas se decidam pela aquisição de um terreno. Já o vice-presidente Luiz Antônio Messias propôs que o Comar coloque orientações em seu site, para que os projetos sejam bem instrumentados.

O vice-presidente Luiz Claudio Amoroso informou que as Regionais do SindusCon-SP deverão realizar um trabalho de aproximação entre os técnicos das prefeituras e o Comar, com o objetivo de diminuir o volume de processos enviados para estes órgãos. É que, pela legislação, boa parte dos processos não precisa passar pelo Comar, e muitas prefeituras ignoram os critérios.

Já Sergio Porto, representante do SindusCon-SP junto à Fiesp, e o conselheiro Roberto José Falcão Bauer, sugeriram que a regra para a determinação de gabaritos tenha algum grau de tolerância. Isso evitaria episódios como a demolição ou diminuição da altura de prédios, ocorridos recentemente em São José dos Campos e Ribeirão Preto.

Renata Machado agradeceu todas as sugestões e se comprometeu a levá-las à chefia do Comar para estudos e implementação, no que for possível.

Fonte: Sinduscon - SP