Comerciantes de materiais de construção adotam postura cautelosa

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Segundo Anamaco, vendas caem no segundo mês do ano, mas se mantêm em nível semelhante ao de fevereiro de 2017. Expectativas para os próximos meses dividem empresários

Vendas de materiais de construção caem 9% em fevereiro
Segundo Abramat, metade dos entrevistados no mês de fevereiro esperam regularidade nos resultados das vendas de materiais de construção em março; outros 40% demonstram otimismo no período (Crédito: RTimages/shutterstock)

08/03/2018 | 10:59 – As vendas de materiais de construção no varejo caíram 9% em fevereiro na comparação com janeiro. Em relação ao mesmo período do ano anterior, no entanto, o setor ficou estável. Os números são da Pesquisa Tracking, realizada mensalmente pela da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

Todas as cinco regiões do País apontaram retração. O Nordeste lidera a lista com 16%, seguido pelo Sul (15%), Sudeste (9%), Norte (8%) e Centro-Oeste (6%). Em relação aos materiais, os revestimentos cerâmicos aparecem em primeiro lugar com queda de 9% e as tintas em segundo, com retração de 7%. As vendas de telhas de fibrocimento se mantiveram no mesmo patamar do mês anterior.

Expectativas

Para março, os lojistas estão com expectativas divididas, segundo a Anamaco. Enquanto 30% crê as que as vendas vão cair, outros 32% acham o contrário. Em relação aos investimentos, 36% se mostraram propensos para os próximos 12 meses, enquanto 16% declararam intenção de contratar novos funcionários. O otimismo em relação ao governo nos próximos 12 meses atingiu quase a metade dos entrevistados (49%).

Já o Termômetro Abramat – sondagem mensal realizada por outra entidade, a Associação das Indústrias dos Materiais de Construção – também mostra cautela dos empresários do setor. Metade dos entrevistados no mês de fevereiro esperam regularidade nos resultados das vendas de materiais de construção em março. Outros 40% demonstram otimismo para o período.

Em relação as vendas no mercado externo, 64% aguardam um mês regular e 34% um período de boas vendas. A sondagem mostra também a baixa ociosidade do setor (30%).

A pesquisa, no entanto, revelou queda de 19% para 5% no otimismo dos empresários em relação ao Poder Público. Segundo a Abramat, as incertezas nas candidaturas para as próximas eleições presidenciais e sobre as reformas em discussão no Congresso levam os empresários a acreditar em dificuldades do governo para auxiliar a retomada do setor.

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