Conselho da Cimpor volta a rejeitar oferta de aquisição feita pela CSN

Texto: Redação AECweb

Nova proposta para comprar um terço, mais uma ação da Cimpor, é considerada baixa

19 de fevereiro de 2010 - O conselho de administração da Cimpor voltou a rejeitar a oferta de compra feita pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O conselho da cimenteira informou ontem à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o órgão que regula o mercado de ações português, que a nova oferta feita pela CSN para comprar um terço mais uma ação da Cimpor continua baixa e não reflete o real valor da empresa.

A CSN revisou sua oferta na semana passada, chegando a 6,18 por ação da empresa portuguesa - valor abaixo dos 6,50 por ação oferecidos pela Camargo Corrêa para comprar a participação dos acionistas Teixeira Duarte e Bipadosa. A oferta anterior da CSN era de 5,75 por ação.

Segundo a Cimpor, todos os membros do conselho de administração presentes na reunião de 15 de fevereiro e titulares de ações da empresa, com exceção do acionista Jorge Manuel Tavares Salavessa Moura, reiteraram a sua intenção de não vender suas ações na oferta pública de aquisição (OPA) da CSN. De acordo com a Cimpor, Moura ainda não tomou nenhuma decisão sobre a venda de suas ações.

O conselho da Cimpor informou ainda que a CSN não divulgou detalhadamente a sua estratégia para a Cimpor e destacou que são "muito limitados os elementos disponibilizados pelos novos acionistas quanto a sua posição acerca da futura estratégia para a Cimpor". O comunicado informou também que os acionistas da empresa devem levar em conta alguns riscos, como a possível redução da liquidez das ações da Cimpor.

"Oportunista"
A primeira oferta da CSN pela Cimpor, que previa a compra de 50% mais uma ação da empresa, foi feita em 18 de dezembro. No dia 7 de janeiro, no entanto, o conselho da Cimpor rejeitou proposta, com o argumento de que ela subavaliava "significativamente a empresa". Segundo comunicado enviado ao mercado à época, os conselheiros consideram a oferta "oportunista, irrelevante e perturbadora da atividade da empresa".

Fonte: O Estado de S. Paulo -SP