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Construção: 30% das obras têm irregularidades

Texto: Redação AECweb

Para o Sindicato da Construção, as empreiteiras aproveitam a falta de fiscais do Ministério do Trabalho para relaxar em estrutura e equipamentos de segurança

30 de março de 2011 - Entre outubro de 2010 e fevereiro deste ano, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) com o Sindicato dos Empregados na Construção Civil fiscalizaram 500 obras que estavam com alguma irregularidade. Os responsáveis por todas elas foram notificados e obrigados a paralisar suas atividades até que se resolvessem os problemas de segurança identificados. No mesmo período, mais 50 alojamentos de trabalhadores foram interditados.

O volume de obras irregulares representa, segundo o Sindicato da Construção Civil, de 20 a 30% de todas as obras em andamento em Piracicaba, que vive um "boom" de empreendimentos. De acordo com Milton costa, presidente da entidade, o desrespeito às Resoluções Normativas (RN18) é muito comum no país, devido à falta de fiscalização do Ministério do Trabalho. "Por isso, as construtoras e empreiteiras se aproveitam da situação, economizando na estrutura e em equipamentos de segurança, colocando em risco a vida dos trabalhadores", lamentou.

Ontem, foi interditado mais um alojamento, na obra de construção da escola do Sesi no Jardim Planalto. Os dez moradores do local foram transferidos pelo responsável pela empreiteira terceirizada para a o seu sítio particular, uma vez que ele tinha até a tarde de ontem para solucionar o problema. Hoje, um técnico do Cerest e agentes do sindicato vão verificar o sítio e ver se ele também está em condições de funcionar como alojamento. Caso não esteja, os trabalhadores deverão ser transferidos novamente, para um hotel.

Marcelo Astolphi Mazzei, diretor do Centro de Atividades do Sesi Pircicaba, disse que foi pego de surpresa com a notícia. "Estou sabendo somente agora do que está acontecendo". Imediatamente, ele entrou em contato com o setor de obras do Sesi-São Paulo e um engenheiro de lá foi convocado a vir a Piracicaba para saber o que está ocorrendo. "Ele chega amanhã (hoje) cedo para se inteirar do assunto e tomar as devidas providências", disse.

Segundo Mazzei, as empresas contratadas pelo Sesi para executar projetos são obrigadas a seguir regras rigorosas. "Temos inclusive uma empresa de engenharia que acompanha todas as obras em andamento", afirmou. Ele observou ainda que certamente as empresas envolvidas vão receber as sanções, conforme estabelecido em contrato.

Fonte: Tribuna - SP

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