Construção abre 4 mil postos de trabalho em 4 meses

Texto: Redação AECweb

Região metropolitana de Porto Alegre-RS se beneficia pelo aumento da renda da população.

7 de junho de 2010 - Entre janeiro e abril deste ano, o setor da construção civil abriu 4 mil novos postos de trabalho na região metropolitana de Porto Alegre, uma alta de 7,3% no contingente de empregados em relação a igual período do ano anteiro. Ao lado da indústria calçadista, ostentou os maiores percentuais de crescimento do nível de emprego no quadrimestre, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). "Estamos enfrentando um bom problema", comenta o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-RS), Ricardo Sessegolo.

Segundo ele, o setor está crescendo graças à maior oferta de crédito, ao aumento da renda da população e a programas governamentais como o Minha Casa Minha Vida. Só a Goldsztein Cyrela, empresa da qual Sessegolo é diretor financeiro, tem 53 obras residenciais e comerciais em andamento na região metropolitana, um recorde na história da companhia. Com isso, a estimativa da entidade é que 25 mil novas vagas serão abertas em todo o Estado neste ano ? até abril foram 9,1 mil.

O Sinduscon mantém, com o Senai e o sindicato dos trabalhadores do setor, uma escola de formação de mão de obra em Porto Alegre, que capacita em média 80 pessoas por ano Mas o volume não supre a demanda e a entidade montou, no ano passado, um "centro de captação" de trabalhadores, que são contratados e enviados como serventes para treinamentos de 60 dias em canteiros de obras antes de assumir funções de maior responsabilidade. "O posto recebe 40 a 50 pessoas por semana, em média, com idade acima dos 30 anos", revela Sessegolo.

Mesmo assim, a oferta de trabalhadores segue insuficiente e agora o Sinduscon prepara uma campanha publicitária, que será veiculada em jornais e rádios populares da região, focada na valorização do trabalho na construção civil. O orçamento e o período de veiculação ainda não estão definidos, mas o público-alvo, sim. "Temos que atrair os jovens e quem está desempregado", diz o executivo.

O piso salarial de um pedreiro ou carpinteiro na cidade é de R$ 700 por mês, conta Sessegolo, mas como o pagamento é por tarefa e as tarefas são muitas, o valor pode chegar a R$ 1.700. A alta rotatividade, comum em épocas anteriores, já não existe. "Quando uma obra termina, o trabalhador vai direto para outra", afirma o vice-presidente do Sinduscon. (SB)

Fonte: Valor Econômico - SP