Construção civil aguarda preço de faixa de renda mais baixa do MCMV

Texto: Redação AECweb

Há duas semanas, foi definida a elevação de R$ 2 mil a R$ 3 mil no valor transitório por unidade nesse segmento.

03 de outubro de 2011 - O setor de construção civil aguarda a publicação, pelo governo, de portaria com a regulamentação do novo preço transitório das unidades do programa Minha Casa, Minha Vida destinadas à faixa de renda de até R$ 1,6 mil. A Cury, por exemplo, empresa da qual a Cyrela Brazil Realty possui 50%, tem dois projetos para o segmento em fase final de aprovação pela Caixa Econômica Federal (CEF), mas pretende assinar os contratos somente quando os novos valores transitórios forem oficializados. Os projetos serão desenvolvidos nos municípios paulistas de Sumaré e São Vicente, com Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 50 milhões e R$ 40 milhões, respectivamente. Essa faixa do programa representa 30% da produção da Cury.

Há duas semanas, em reunião de representantes dos ministérios das Cidades e do Planejamento, da Caixa e do setor, foi definida a elevação de R$ 2 mil a R$ 3 mil no valor transitório por unidade nesse segmento. Em julho, o governo publicou portaria com os preços transitórios inicialmente previstos para unidades da faixa com contratação até dezembro, de R$ 43 mil a R$ 59 mil para apartamentos e de R$ 43 mil a R$ 57 mil para casas, conforme o tamanho do município. Os projetos para o segmento submetidos à aprovação da Caixa na etapa de transição precisam oferecer pisos na sala e nos quartos, e azulejos na cozinha e no banheiro até 1,5 metro de altura.

Após a fase de transição, os projetos terão de apresentar área maior do que a exigida na primeira fase, para atender às exigências de acessibilidade. A Cury tem um formato de projeto definido para esta fase, validado pela área técnica da Caixa, e está desenvolvendo outras opções em que seja possível ter maior margem. Segundo o presidente da empresa, Fábio Cury, os empreendimentos para a segunda fase serão submetidos à aprovação da Caixa no quarto trimestre.

A faixa seguinte do programa é destinada ao público com renda de R$ 1,6 mil até R$ 3,1 mil. Para famílias com renda principalmente de três e quatro salários mínimos, ou seja, abrangendo parte das duas faixas, a Cury vai lançar, em outubro, três empreendimentos. Em Mogi das Cruzes (SP), a empresa lançará um projeto com VGV de R$ 9 milhões e outro, com VGV de R$ 15,3 milhões. O terceiro será em Suzano (SP), com VGV de R$ 36 milhões. Os compradores poderão ter pré-aprovação do crédito por seis meses pela Caixa, antes da assinatura dos contratos.

Outra empresa do setor com atuação na baixa renda, a Direcional já formatou o desenho dos projetos da primeira faixa para a segunda fase do programa e começou a submetê-los à aprovação da Caixa, conforme o diretor comercial, Ricardo Ribeiro. As unidades dos projetos destinados à nova etapa têm área 8% maior. Outras adaptações foram feitas para o período transitório, em que a Direcional lançou 5,384 mil unidades em Manaus, em setembro, com VGV de R$ 313 milhões.

Fonte: Valor Econômico