Construção civil contrata mais 319 mil em 2010, um recorde

Texto: Redação AECweb

Nível de emprego cresceu cerca de 13% no acumulado no ano passado

04 de março de 2011 - Mesmo com o fechamento de 84,5 mil postos de trabalho em dezembro, mês em que tradicionalmente há mais demissões que contratações, no ano de 2010 a construção civil brasileira abriu mais 319 mil novos empregos com carteira assinada. Trata-se de um recorde anual desde que a pesquisa realizada pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) com a FGV (Fundação Getulio Vargas) mudou sua metodologia em 2001.

"O emprego recorde reforça a expectativa de que a construção teve em 2010 o melhor de seus últimos anos, com um crescimento estimado de 11% no PIB do setor", comenta o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. "Foi um ponto fora da curva que não deve se repetir em 2011, ano em que estimamos crescer 6%", afirma ele.

Com o resultado de dezembro, o nível de emprego cresceu cerca de 13% no acumulado de 2010. Com isso, o total de empregados formais na construção civil ficou em 2,775 milhões no fim do ano passado.

No Estado de São Paulo, mesmo com o fechamento de 12,2 mil postos de trabalho em dezembro, a construção terminou 2010 com a contratação de mais 56,1 mil trabalhadores, um aumento de 8,2%. Ao final de dezembro, a construção civil paulista empregava 739 mil trabalhadores.

Na capital paulista, foram desligados cerca de 6 mil trabalhadores em dezembro. Mesmo assim, o saldo positivo ficou em mais 21 mil contratações no ano. No fim de dezembro, encontravam-se empregados 342,1 mil operários.

No Interior paulista, houve demissões em todas regiões administrativas em dezembro, exceto na de Bauru. Mesmo assim, todas as regiões apresentaram mais contratações no saldo anual, exceto na de São José dos Campos, que fechou 1,9 mil vagas.

Brasil


Apesar de todas as regiões do Brasil terem fechado vagas em dezembro, no cômputo anual houve um crescimento expressivo do nível de emprego na construção, sobretudo nas regiões Nordeste (+23,68%) e Norte (+16%).

Fonte: Sinduscon – SP