Construção civil lidera contratações no semestre

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Segundo a Firjan, os grandes projetos em andamento no estado, como as obras do BRT explicam o bom desempenho do setor, único a se manter em patamar positivo

27 de agosto de 2012 - O mercado de construção civil foi o que mais criou vagas no estado do Rio de Janeiro no primeiro semestre deste ano, apontam dados do estudo Acompanhamento do Mercado Formal de Trabalho Fluminense, produzido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Entre os setores analisados, foi o único a consolidar saldo positivo frente a igual período de 2011, com a criação de 25.833 postos de trabalho formais.

As atividades que impulsionaram as contratações no setor de construção civil estão ligadas aos grandes projetos atualmente em andamento no estado, com destaque para as construções do Complexo do Açu, do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) e do Arco Metropolitano, além das obras do Bus Rapid Transit (BRT) e do metrô.

Já o total de empregos criados de janeiro a junho no Rio caiu 25% em relação a igual período de 2011. No período, foram gerados 65.919 novos postos de trabalho no estado, contra 87.998 no ano anterior. Na avaliação da Firjan, o resultado está em linha com o cenário de baixa atividade econômica. Ainda assim, aponta a entidade, a retração foi inferior à observada no cenário nacional, em que houve redução de 32% na mesma base de comparação -1.265.250 vagas no ano passado, contra 858.334 em 2012.

Serviços


Apesar de ainda se manter como o principal gerador de empregos no Rio, o setor de serviços, com 38.093 postos de trabalho, reduziu o patamar de contratações e registrou saldo inferior à média dos últimos seis anos, que é de 40,8 mil.

Já a indústria de transformação fluminense gerou 7.552 novos postos de trabalho no primeiro semestre de 2012, com queda de 12,8% ante as 8.663 vagas criadas em igual período de 2011. Nos últimos cinco anos, o resultado só não foi pior do que o de 2009, ano marcado pelo forte impacto da crise financeira mundial. Na avaliação da Firjan, ainda que o setor industrial tenha apresentado desempenho similar ao de 2011 de janeiro a março, a geração de empregos no segundo trimestre perdeu força, sendo determinante para o resultado.

Baixada Fluminense


Ao registrar saldo de geração de empregos 15% superior ao de 2011, a Baixada Fluminense foi o grande destaque do primeiro semestre. No período, foram criadas 12.069 vagas, contra 10.412 em 2011, na contramão do cenário estadual de redução de contratações.

Com 6.669 novos postos formais de trabalho e desempenho 57% superior ao registrado no primeiro semestre de 2011, a construção civil também foi o setor que mais contratou na Baixada. Os municípios que absorveram essa mão de obra foram Queimados e Itaguaí, com 4.159 e 1.487 empregos, respectivamente. Enquanto no primeiro a maioria das vagas criadas esteve ligada a projetos para geração e distribuição de energia elétrica e telecomunicações, no segundo foram destinadas às obras para expansão do porto.

A indústria de transformação foi outro setor que se destacou na Baixada, com a geração de 1.603 postos de trabalho, número quatro vezes superior ao observado no primeiro semestre de 2011, quando foram criados 396 vagas. O resultado está concentrado no setor de alimentos e bebidas, com 2.110 empregos, que foi impulsionado pelos serviços de comida preparada em Duque de Caxias.

Em menor escala, porém igualmente concentrado, foi o resultado da área de metalurgia, com 357 postos de trabalho, que apresentou contratações importantes em Itaguaí, que somaram 324 contratações. Os demais dez subsetores industriais apresentaram saldo menor do que em 2011. Seis deles cortaram posições formais, casos dos segmentos de mecânica, material elétrico, material de transporte, borracha, química e vestuário.

Fonte: Jornal do Commercio