Construção civil não registra mortes em Jundiaí no último ano

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Ano passado foi o único período sem acidentes na cidade, apontam dados

21 de janeiro de 2014 - O setor da construção civil de Jundiaí (SP) não registrou acidentes fatais em 2013, segundo levantamento do Sindicato da Construção Civil, que começou a fazer essa pesquisa em 2004 na cidade. Desde o início do levantamento, todos os anos, pelo menos uma morte era registrada.

De acordo com a Previdência Social, este é o segundo setor com o maior número de mortes, em todo país, e só perde para a área de transporte rodoviário de cargas. Soterramentos e choques elétricos são as principais causas das mortes nas obras.

Segundo os dados do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da cidade, em 2004 foram registrados oito acidentes de trabalho com vítimas fatais, o maior número já registrado na cidade. “A mudança de comportamento dos trabalhadores é algo extremamente importante. Antigamente, eles se calavam diante das péssimas condições de trabalho, hoje não acontece mais isso”, conta José Carlos da Silva, presidente do sindicato.

Há três anos, Edson Rocha trabalha como eletricista na construção civil. Logo que entrou para a área, sofreu uma descarga elétrica, que fez com que caísse da escada e quebrasse o pulso. Depois do acidente, Edson entrou para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Além dele, sente que com o passar do tempo, os colegas de trabalho também andam mais preocupados com a segurança.

O engenheiro responsável pela obra onde Edson trabalha, Guilherme Lotierzo acredita que além dos funcionários, as empresas do ramo de construção civil têm ajudado nessa redução do número de acidentes com mortes. "As empresas estão se conscientizando que segurança no trabalho não é um gasto, mas um investimento. Se o trabalhador estiver seguro, o serviço vai render mais, o que é bom para todo mundo", diz.

O desafio para trabalhadores, empresas e sindicato é que em 2014 a construção civil continue sem registrar mortes durante o trabalho.

Fonte: G1