Construção civil puxa vendas no Paraná

Texto: Redação AECweb

A atividade acumulou expansão de 10,3% em 2010 na comparação com o ano anterior

05 de janeiro de 2011 - A atividade do comércio acumulou expansão de 10,3% em 2010 na comparação com o ano anterior. Mas quem está rindo à toa são os lojistas que atuam na área de material de construção, que no ano apresentou alta de 17%, segundo a análise da empresa Serasa Experian. Em seguida ficaram os ramos de móveis, eletroeletrônicos e informática (14,9%) e veículos, motos e peças (10,9%) aparecem em seguida.

Marco Antonio Turassa, gerente da loja do Campo Comprido da rede curitibana Mafrei, o ano passado foi excelente e este ano promete. Segundo ele, o movimento na loja nos dois primeiros dias uteis do ano - 3 e 4 - dão mostras que o setor deve manter os patamares de crescimento em dois dígitos pelo menos nos próximos dois ou três anos. "Normalmente o pessoal dá uma paradinha no começo do ano, mas ontem e hoje a nossa loja manteve o nível de vendas e eu mesmo já fiz vários orçamentos", disse. Ele revela que são as venda "formiguinha" (pequena quantidade), normalmente para reformas, que mantém o bom desempenho do setor. "Elas começam na metade do ano e vão até o final e, pelo jeito, neste ano não terão parada", comemora.

Questionado sobre as agendas de entregas, Turassa revela que a empresa tem um depósito onde costuma manter o estoque de cerca de um mês. "Assim quando o pessoal que vende areia, por exemplo, voltar do recesso nós iremos começar a comprar o material para o mês seguinte. Por isso, não temos problemas para cumprir os prazos de entrega de material", conta.

O otimismo de Tunassa é resultado da oferta de crédito, das condições favoráveis, o elevado grau de confiança dos consumidores e o bom momento vivido pelo mercado de trabalho. Segundo os economistas da Serasa, estas foram as principais causas que fundamentaram o desempenho positivo do comércio em 2010.

Considerando apenas dezembro, a atividade registrou acréscimo de 2,9% em relação ao mês anterior, já descontadas as influências sazonais, e de 12,8% ante o mesmo período em 2009.

Para este ano, na opinião dos analistas da entidade, as expectativas são de crescimento em taxas mais moderadas do que as exibidas ao longo de 2010. As medidas de aperto no crédito baixadas pelo Banco Central no início de dezembro, os prognósticos de aumentos nas taxas de juros e as promessas do novo governo de uma política fiscal mais austera em 2011 tenderão a proporcionar um avanço menos acelerado do consumo.

Fonte: Jornal do Estado - PR