Construção civil retorna aos ganhos

Texto: Redação AECweb

Gafisa, Cyrela e Rossi Residencial somaram mais de 30%

30 de abril de 2009 - O setor de construção civil mostrou sua força e liderou a alta do Ibovespa na quarta-feira. Juntas, Gafisa, Cyrela e Rossi Residencial somaram mais de 30% de valorização. No topo da lista, a construtora Gafisa subiu 13,62%, para R$ 19,60; em seguida, Cyrela, que na segunda-feira terminou com recuo de -6,5% recuperou toda a perda com acréscimo de 10,42%, valendo R$ 14,30. Logo abaixo, os papéis da Rossi Residencial subiram 9,20%, sendo R$ 7,12.

"É um setor que tem muito ainda para evoluir, até pelo forte estímulo do governo federal. É um dos maiores pátios empregatícios que temos no País. Não houve necessariamente um fato particular para as empresas, mas as boas expectativas para a semana e o a expectativa em torno da queda na taxa básica de juros ajudaram a alavancar", diz o especialista e instrutor da Escola delraders, Matheus Massari.

Para Massari, a possibilidade de mais uma redução na taxa Selic também motivou a boa performance dos bancos no ranking dessa quarta-feira. Itaú Unibanco subiu 6,67% (R$ 30,08), acompanhado pelos papéis preferenciais do Bradesco S/A, com acréscimo de 5,94% (R$ 27,12) e Itaúsa PN, com +5,57%, para R$ 9,29.

"Espera-se que no setor bancário a redução da Selic aumente o giro de crédito, mesmo com o spread ainda tão alto. Além disso, a agitação em torno da divulgação do PIB americano já estava precificado. Já que o mercado não reagiu tão negativamente, esta alta também é resultado de um reajuste dos preços", explica.

Figurando como única representante do setor, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, teve um desempenho positivo, com alta de 7,7%, para R$ 31,34. "É uma alta surpreendente para o setor, ainda mais por ser uma ação defensiva, da qual não se espera grandes sustos nem para cima, nem para baixo. Pode ser que tenha sido beneficiada pelo fato das altas nos papéis de construção civil. De qualquer forma, é uma empresa que paga bons dividendos", conta Massari.

Das empresas de telefonia, Tim Participações e Telemar registraram altas de 6,74% (R$ 3,80) e 5,98% (R$ 56,20), respectivamente. "Telefonia móvel é um setor que tende a crescer como um todo este ano. Essa correção gerada pela crise deixou os papéis muito baratos. Agora, com a retomada da alta no Ibovespa, a tendência é que estas empresas voltem a ganhar", projeta o especialista.

Em alta pelo segundo dia consecutivo, os papéis da Ali Units ganharam 5,24%, ontem, para R$ 11,45. Para Mas¬sari, a empresa deve se beneficiar da retomada da produção nacional, porque o setor de logística é um dos principais agentes deste movimento.

Baixas

Após dias figurando em alta, os papéis PN da Aracruz Celulose e da Votorantim puxaram a queda das ações do Ibovespa. A empresa de papel e celulose devolveu  5,60% (R$ 2,53) dos ganhos obtidos nos últimos dias, que já ultrapassavam 40%. Votorantim caiu 5,52%, para R$18,33.

O resultado negativo da Aracruz foi influenciado pela volta da questão dos derivativos. Na época do auge da Bovespa, empresas como a Aracruz e a Sadia viram possibilidades de negócios rentáveis com contratos em derivativos. Com a queda do real frente ao dólar, os preços sofreram alterações bruscas e gerou prejuízos que até agora não foram totalmente recuperados.

Operando na volatilidade, QS papéis da Cosan realizaram parte do lucro de terça-feira e caíram 2,86% (R$ 13,6). Ainda no ranking das quedas, Cesp PNB, - 2,09% (R$ 15,9); Dura-texPNB, -1,90% (R$ 16,5); Redecard, -1,41% (R$ 27,3); Eletropaulo PNB, - 0,97% (29,51).

Fonte: Jornal do Commercio