Construção civil sobe em bloco

Texto: Redação AECweb

Preço dos imóveis residenciais estão se acomodando

28 de junho de 2011 - A exemplo do movimento visto na semana passada, os papéis ligados ao mercado interno tiveram as maiores altas na sessão de ontem da Bovespa.

As ações foram beneficiadas com a divulgação da desaceleração dos números de inflação em relação a semana passada e também pela melhora do indicador de confiança do consumidor em junho.

Após sete sessões em queda acentuada, o setor de construção civil subiu em bloco.

Segundo Eduardo Dias, analista da Omar Camargo Corretora, a perspectiva de uma solução para a crise grega pode reanimar os investidores.

"O mercado continua na defensiva, mas está acreditando nas recomendações das corretoras e pode voltar a visar os lucros de médio e longo prazos".

Entre as construtoras, Cyrela ON fechou em alta de 3.7%, cotada a R$ 15,40; MRV Engenharia ON ganhou 2,41%, a R$ 13,62; Brookfield ON subiu 1,88%, a R$ 7,58; Rossi Residencial ON evoluiu 1,74%, a R$ 12,89; PDG Realty ON se valorizou 1,59%, a R$ 8,97; e Gafisa ON se apreciou em 0,67%, a R$ 7,48. "O setor vai continuar se recuperando das perdas recentes.

O preço dos imóveis residenciais estão se acomodando.Isso deixa o consumidor mais à vontade para aderir uma linha de crédito", acredita o analista da Omar Camargo Corretora.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) voltou a subir em junho, após três quedas consecutivas. A alta foi de 2,3%, em comparação com o mês de maio, após cair 2,4% em maio ante abril, o que emprestou ânimo para as ações dos setores de consumo. O melhor desempenho, mais uma vez, foi dos papéis da Souza Cruz que, após alta de 4,13% na semana passada, estenderam os ganhos, com alta de 2,73%, a R$ 19,96. Natura ON galgou 1,63%, a R$ 8,97; Lojas Americanas PN evoluiu 1,41%, a R$ 15,06.

Lojas Renner ON fechou em alta de 1,91%, a R$ 58,60, após a companhia anunciar que pagará juros sobre o capital próprio de R$ 0,15 por ação, somando R$ 18,919 milhões aos detentores dos papéis. As negociações da empresa ficaram suspensas das 10h05 até às 11h10 ontem, para que esclarecesse este pagamento.

A companhia mudou a data da bonificação para os detentores das ações que comprassem até ontem.

"O consumidor brasileiro não está se preocupando com os problemas estrangeiros, ele está comprando cada vez mais.


 


Isso aquece diretamente o varejo, que continua uma boa aposta para o investidor ainda temeroso," ressaltou Dias. Pão de Açucar foi exceção do setor varejista, fechando em queda de 0,6%, a R$ 65,03.


Braskem PNA conseguiu se recuperar, após a queda de sextafeira, favorecida pelo recuo do petróleo, e fechou cotada a R$ 22,53, com alta de 2,64%.

Os papéis do setor elétrico fecharam em queda. Eletropaulo PN caiu 1,45%, a R$ 33,97; CPFL Energia ON declinou 1,36%, a R$ 43,5; Copel involuiu 0,97%, a R$ 41,85, Cesp PNB se desvalorizou em 0,97%, a R$ 41,85; e Cemig PN se depreciou em 0,57%, a R$ 31,17.

"O setor elétrico não é caracterizado por grandes movimentações de preços; na verdade ele é bem previsível e já atingiu a sua máxima", acredita o analista da Omar Camargo.

Fonte: Jornal do Commercio - RJ