Banner AECweb
menu-iconPortal AECweb

Construção civil tem fôlego até o começo de 2014

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Análise foi feita em 20 de agosto pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan

26 de agosto de 2013 - Mesmo tendo desacelerado visivelmente o ritmo de crescimento, a construção brasileira ainda tem algum fôlego para manter sua atividade neste segundo semestre de 2013 e no primeiro trimestre de 2014. O desafio nos próximos meses será fechar contratos para que novas obras se iniciem quando as atuais forem concluídas.

A análise foi feita em 20 de agosto pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, na Reunião de Conjuntura do sindicato, que discutiu o desempenho e as perspectivas da construção.

O vice-presidente observou que os lançamentos e as vendas no setor imobiliário cresceram de janeiro a maio nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro. Já outras nove capitais de Estados registraram no mesmo período queda nos lançamentos, e sete delas, quedas nas vendas. “O mercado imobiliário ainda é dinâmico em algumas regiões do país, e a alta dos juros torna os financiamentos habitacionais mais competitivos frente a outras fontes de financiamento, embora os agentes fiquem um pouco mais rigorosos na sua concessão”, observou.

Já no setor público, a queda na arrecadação não influi no que está em andamento, mas deverá impactar nas futuras contratações de obras; e aquelas que dependem de novas concessões são incertas, em razão da crise de confiança instalada entre o governo e os empresários desse segmento, comentou Zaidan.

PIB menor – Em sua análise, a coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, estimou que, para um crescimento de 2,2% do PIB neste ano, a construção deva crescer cerca de 2%. A estimativa de crescimento vem sendo gradativamente reduzida desde janeiro, quando ela estava em 4%.

Ana Maria mostrou a desaceleração do desempenho de diversos indicadores da construção no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2012:

- Emprego cresceu 1,35%, contra 8,4%;

- Pessoal ocupado caiu 2,33%, contra elevação de 4,8%;

- Consumo de cimento estável: 0,22%, contra aumento de 8,5%;

- Consumo de vergalhão: queda de 2,42%, contra elevação de 14,2%;

- Produção de materiais de construção: aumento de 1,81%, contra 2,2%.

Para a economista, o cenário econômico do país é menos pessimista que o apontado pela deterioração das expectativas dos empresários do setor. Em junho, a renda continuava registrando aumento de 2,5%, o mesmo percentual de junho de 2012. O emprego ainda segue crescendo, embora em ritmo menor, e a taxa de desocupação na economia mantém-se em 6% desde 2011.

Ela também estimou que, em função da recuperação do desempenho dos bens de capital (alavancada pela produção de caminhões), a Formação Bruta de Capital Fixo se elevará, melhorando a taxa de investimentos. Mesmo assim, “o momento é de muitas incertezas, diversas iniciativas do governo não deram os resultados esperados, investimentos em infraestrutura e especialmente em mobilidade urbana são necessários; é preciso uma parada para a formulação de um novo direcionamento na política econômica”.

Fonte: Sinduscon – SP
x
Gostou deste conteúdo? Cadastre-se para receber gratuitamente nossos boletins: