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Construção deve crescer 2,8% no próximo ano

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Projeções foram anunciadas ontem na sede do Sinduscon – SP

03 de dezembro de 2013 - O PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil brasileira deverá crescer 2,8% em 2014, se o PIB do país se elevar em 2%. Já o emprego formal no setor deverá apresentar alta de 1,5%, enquanto a produção de materiais aumentará 3,6% e a taxa de investimento deverá ficar em 19,8% do PIB. Estas foram as projeções que o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, anunciou em entrevista coletiva à imprensa, em 2 de dezembro, na sede da entidade. Participaram ainda o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, e da coordenadora da estudos de construção civil da FGV (Fundação Getulio Vargas), Ana Maria Castelo.

Ao comentar a expectativa de crescimento de 1,5% no nível de emprego formal do setor em 2014, Zaidan lembrou que a base de comparação já está muito alta. “Estamos com um nível de estoque bastante condizente com o que é preciso. O trabalhador que entrou neste mercado em 2006 ou 2007 permaneceu. O gargalo agora não é o número de trabalhadores, de contingente nas obras. O que se busca é aumentar a qualificação dos operários. O desafio é elevar a produtividade. É isto que as empresas procuram”, explicou.

Para 2013, o SindusCon-SP projeta crescimento de 2% para o PIB da construção e de 2,5% para o PIB do país. A taxa de investimento deverá ficar em 19,3% do PIB, o emprego formal na construção deverá aumentar 1% em relação a 2012, com crescimento de 2,6% na produção de materiais.

Embora o nível de emprego formal da construção brasileira tenha registrado estabilidade em outubro, ainda assim acumulava crescimento de 0,77% em 12 meses. Em outubro, o setor empregava 3 milhões 545 mil trabalhadores. O Estado de São Paulo tinha naquele mês 905 mil trabalhadores com carteira, alta acumulada de 1,25% em 12 meses.

No segmento imobiliário, a queda do emprego em outubro, em relação ao mês anterior, foi de 0,07%, enquanto no setor de infraestrutura esta taxa cresceu 0,36%.

Sondagem – As empresas estão confiantes no crescimento de médio e longo prazo, mas veem necessidade de novos estímulos para a economia e de uma nova versão para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, revelou a 57ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada em novembro pelo SindusCon-SP e pela FGV e divulgada na coletiva de imprensa. As perspectivas sobre essas e outras seis questões (veja na tabela 1) foram incluídas nesta edição da Sondagem –normalmente, a FGV e o SindusCon-SP formulam apenas seis perguntas especiais sobre determinadas variáveis que poderão ter impacto nas perspectivas para o próximo ano nas edições de novembro da Sondagem.

Outro sinal positivo apontado pelos empresários consultados são as expectativas sobre investimentos em máquinas e equipamentos e novas tecnologias, que permaneceram em alta.

Entre os empresários respondentes, a expectativa com relação à necessidade de novos estímulos atingiu 78,3 pontos. Ao mesmo tempo, a confiança dos entrevistados de crescimento no médio e longo prazo ficou em 62 pontos, enquanto a estimativa de uma nova versão do MCMV atingiu 67,3 pontos.

As perspectivas dos empresários da construção de crescimento para a economia seguiram em alta, com acréscimo de 14,1% em relação à pesquisa anterior (agosto). Em comparação a novembro de 2012, porém, o indicador ainda acumula queda de 26,2%.

No que diz respeito aos indicadores de desempenho corrente das empresas da construção, foi registrado ligeiro avanço, com alta de 0,6% frente ao levantamento anterior. Em doze meses, no entanto, o indicador apresenta queda de 4,5%. Com relação às perspectivas futuras de desempenho, foi registrada queda de 1,9% em relação à sondagem anterior e baixa de 4,1% em 12 meses.

Já em relação às perspectivas sobre a condução da política econômica, foram apuradas quedas de 0,7% frente a anterior e de 35,2% em doze meses. Outro ponto que ainda exige atenção, o indicador de dificuldades financeiras cresceu 1,3% em relação à pesquisa anterior, indo para 52,5 pontos (neste caso, valores abaixo de 50 pontos significam dificuldades menores). Em relação a novembro do ano passado, o indicador apresenta alta de 17,6%.

Fonte: Sinduscon – SP

 

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