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Construção do Parque Augusta deverá ter acompanhamento arqueológico

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Espaço pode conter indícios de populações indígenas pré-coloniais e materiais remanescentes de edifícios do começo do século XX


Parque Augusta terá cerca de 24 mil metros quadrados e está sendo erguido no terreno do antigo Colégio Des Oiseaux, na região central da capital paulista (Créditos: divulgação/ Prefeitura de São Paulo)

10/01/2020 | 15:44 - Após solicitar a paralisação das obras do Parque Augusta devido à possibilidade de haver indícios de populações indígenas pré-coloniais no local, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) decidiu liberar a construção do empreendimento, desde que os trabalhos não envolvam movimentação de terra.

A decisão foi tomada durante reunião, na terça-feira (7), entre o instituto e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Foi acordado que a Prefeitura de São Paulo fornecerá, ao Iphan, informações técnicas relacionadas à implantação do Parque. Deverá ser realizado, ainda, um acompanhamento arqueológico da intervenção.

Nos próximos dias, será agendada uma reunião com o Centro de Arqueologia para que seja definido um plano de trabalho arqueológico, conforme a legislação federal.

Traços arqueológicos

A criação do Parque Augusta é resultado de uma longa disputa judicial que se estende desde a década de 1970. O espaço terá cerca de 24 mil metros quadrados e está sendo erguido no terreno do antigo Colégio Des Oiseaux, que funcionou na região central no início do século XX.

As obras do Parque começaram em outubro do ano passado, mas no início desta semana o Iphan pediu a paralisação, pois o local do empreendimento pode abrigar vestígios arqueológicos anteriores ao domínio português no Brasil.

Em nota, o Iphan informou que entre os vestígios está o próprio histórico de ocupação da cidade, tendo em vista que o Parque se situa na região central da cidade.

“Sabe-se que as ocupações humanas procuram características de terreno favoráveis a seus assentamentos, como a existência dos rios e córregos que cercavam essa região. Também vale destacar o caminho indígena Peabiru, que passava próximo dessa área”, disse a entidade.

Além disso, o Iphan aponta para a possibilidade de haver no espaço materiais remanescentes de edifícios do começo do século XX.

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