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Construção e comércio de SP salvam taxa de desemprego em outubro

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Desde outubro de 2011 foram incorporadas 684 mil pessoas ao mercado de trabalho

23 de novembro de 2012 - A construção civil e o comércio de São Paulo puxaram a queda da taxa do desemprego em outubro, a menor em dez anos para o mês na série apurada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em seis regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Salvador).

Em outubro, a taxa de desemprego ficou em 5,3%, a mesma registrada em agosto, mas bem abaixo da taxa 6,2% observada em março, a maior do ano.

Desde outubro de 2011 foram incorporadas 684 mil pessoas ao mercado de trabalho. A população ocupada subiu 3% frente a outubro 2011, para 23,4 milhões de pessoas.

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a taxa de outubro já reflete algumas contratações temporárias para o Natal pelo comércio, ao mesmo tempo que indica redução de empregos na indústria.

"Significativamente, a taxa (de desemprego) só caiu em São Paulo, e São Paulo é uma região que sinaliza o resultado que outras regiões vão ter depois. Se estivesse negativo em São Paulo seria preocupante", disse Azeredo.

São Paulo corresponde a 40% da formação da taxa de desemprego divulgada pelo IBGE. A indústria paulista demitiu 10 mil trabalhadores em outubro, ao mesmo tempo em que contratou 56 mil pessoas para o comércio e 33 mil para a construção civil. No mês passado, a taxa de desemprego em São Paulo foi de 5,9%, contra 6,5% em setembro.

"Apesar de estarmos perto do Natal a indústria pode estar sentindo a concorrência dos importados, principalmente da China. O Natal aqui é muito com coisas da China", disse o economista.

O resultado da taxa geral de desemprego só não foi melhor porque Recife, para surpresa do economista do IBGE, teve aumento expressivo na taxa, passando de 5,7% em setembro para 6,7% em outubro.

Recife registrou demissão de 12 mil trabalhadores na indústria e 12 mil no comércio. Já a construção civil empregou 8 mil pessoas. Azeredo informou que ainda precisa de mais dados para identificar o que aconteceu na cidade.

No Rio de Janeiro, a taxa subiu de 4,4% para 4,6% se setembro para outubro. Ao contrário de São Paulo, o emprego na cidade foi concentrado na indústria, que contratou 37 mil, enquanto a construção civil empregou 14 mil pessoas. O comércio, por outro lado, também na contramão de São Paulo, desempregou 8 mil pessoas.

Em Belo Horizonte a taxa caiu de 3,9% para 4%, indicando estabilidade, e Salvador aumentou o desemprego de 6,2% para 7% na mesma comparação. Porto Alegre também ficou praticamente estável, com 3,9% em outubro contra 3,6% em setembro.

55% da população ocupada

O nível de ocupação, que mostra a proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa, indicou que 55% da população estava ocupada nas seis regiões pesquisadas em outubro pelo IBGE, um ganho de 1 ponto percentual em relação há um ano.

A construção civil foi responsável pela contratação de 80 mil pessoas, com alta de 4,5% em relação a setembro, única alteração significativa na ocupação de um mês para outro, segundo o IBGE.

Segundo Azeredo, apesar de taxas positivas, o desemprego vem caindo em um ritmo menor este ano do que no ano passado, o que pode ser explicado pelo desempenho da economia mais fraco em 2012, aliado ao fato de que no ano passado e em 2010 o país se recuperava da crise iniciada em 2008.

"A pesquisa mostra claramente que houve aumento significativo de pessoas trabalhando, que estão sendo contratadas já no processo temporário de setembro para outubro. A taxa só não apresentou resultado mais significativo de queda por conta de Recife", avaliou Azeredo.

Fonte: Folha de São Paulo

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