Construção estima crescer 11% em 2010 e 6% em 2011

Texto: Redação AECweb

Porém, presidente do Sinduscon-SP afirma que crescimento será em ritmo menos acelerado do que em 2010.

08 de dezembro de 2010 - O PIB (Produto Interno Bruto da construção civil brasileira deverá crescer cerca de 11% em 2010 e 6% em 2011. As previsões foram anunciadas pelo presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, em entrevista coletiva à imprensa, em 7 de dezembro, com a participação do diretor de Economia do sindicato, Eduardo Zaidan, e da consultora da FGV (Fundação Getulio Vargas), Ana Maria Castelo.

Vários indicadores sustentam estes prognósticos. O mais expressivo é o do nível de emprego formal da construção brasileira, que cresceu 15,1% no período janeiro-setembro de 2010, comparado ao mesmo período de 2009. Em novembro, a indústria de materiais utilizou 91,1% de sua capacidade instalada, um nível recorde. Até setembro, o consumo de cimento no ano acumulava crescimento de 17,1% e o de aço, 19,1%.

"A construção em 2011 deverá crescer em um ritmo menos acelerado do que em 2010, impulsionada pelos investimentos públicos e privados, pelo PAC 2, pelo Minha Casa, Minha Vida 2 e pelas obras relativas à preparação da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016", afirmou o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe.

Ele destacou dois desafios para o setor: contratação de mão de obra qualificada e obtenção de terrenos. "Vamos intensificar a qualificação dos trabalhadores nos cursos do Senai e nos canteiros de obra. Estamos demandando a abertura de novas vagas nas Etecs e Fatecs, e a modernização dos currículos de engenharia. E precisaremos investir mais em tecnologia, para aumentar a produtividade", disse.

Em relação à escassez de terrenos, principalmente para a construção de habitação de interesse social na cidade de São Paulo, o presidente do SindusCon-SP apontou a necessidade de união de esforços do governo federal, estadual e municipal para equacionar a questão.

O diretor de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, chamou a atenção para a necessidade de o governo continuar reduzindo a carga de tributos e encargos da construção e reduzir a burocracia no licenciamento dos empreendimentos imobiliários: "Essas medidas são essenciais para elevar a produtividade da construção, de modo que ela possa continuar contribuindo para o crescimento do PIB", disse.

Otimismo moderado

Apesar de ligeira queda no desempenho das empresas, os empresários da construção civil mantiveram suas expectativas otimistas com relação ao desempenho futuro das construtoras, de acordo com os resultados da 45ª Sondagem Nacional da Construção, realizada pelo SindusCon-SP e pela FGV em novembro.

Segundo a sondagem, os empresários acreditam que o crédito imobiliário continuará em expansão e os lançamentos serão voltados para famílias de média e baixa renda.

Há também um sentimento geral de que a mão de obra será um dos pontos críticos em 2011, o que poderá pressionar os custos do setor. Ao mesmo tempo, as empresas consultadas manifestaram disposição de investir em novas tecnologias, máquinas e equipamentos.

Fonte: SindusconSP