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Construção: vagas esperam candidatos

Texto: Redação AECweb

Contratações devem continuar em expansão até o final de 2009

17 de setembro de 2009 - A recuperação do nível de atividade na construção civil acelerou a contratação de pessoal e trouxe de volta o inconveniente da falta de profissionais qualificados, como pedreiros e carpinteiros, para atender a demanda.

Para driblar o problema, algumas construtoras lançaram projetos para a descoberta de talentos, como a Gafisa e a Tenda, com o programa "Comece Bem", para engenheiros.

De acordo com o último Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), as contratações aumentaram 0,48% em julho. Segundo o estudo, o resultado é superior ao mês anterior, quando houve alta de 0,35%. O custo nacional por metro quadrado ficou em R$ 704,97.

Desse total, 58% correspondem às despesas com materiais, enquanto os outros 42% são relativos a gastos com mão de obra. Em 2009, o custo da construção acumula alta de 4,17% e, nos últimos 12 meses, a expansão atingiu 9,43%.

Segundo o vice-presidente de Capital-trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Haruo Ishikawa, o setor está se afastando da crise financeira mundial.

Em julho de 2009, o segmento já registrava 2,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada, número superior ao detectado em dezembro do ano passado, quando aproximadamente 100 mil pessoas foram demitidas.

A expectativa é que as contratações continuem em expansão até o final de 2009. "A projeção é de aumento de 1,5% ao mês nos próximo trimestre. Teremos cerca de 2,34 milhões de pessoas empregadas até lá", afirma Haruo.

Ele explica que os profissionais que atuam na construção civil podem ser classificados em dois tipos: operacional e gerencial. No nível operacional estão incluídos serventes, pedreiros, carpinteiros, gesseiros, eletricistas, marceneiros, encanadores e azulejistas.

Para Haruo, a falta de qualificação existe porque há poucas escolas técnicas. "Falta pessoal de todos os níveis, mas principalmente o chamado operário imediato, aquele que inicia a construção, como pedreiro, carpinteiro e armador. Esses, aprendem no próprio canteiro de obras. Em cinco meses de trabalho, já ficam prontos".

Para as profissões chamadas gerenciais, há a necessidade de formação educacional. Neste nível, existem os engenheiros, os técnicos de segurança e em edificações, mestre de obras e os encarregados. Esses profissionais representam apenas 5%. "O grande volume, 95%, fica por conta dos operacionais", diz o executivo.

Fonte: Diário do Comércio - SP

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