Construtoras aceleram ritmo de lançamentos

Texto: Redação AECweb

Empresas já sinalizam ao mercado que cenário otimista deverá ser superado nos próximos anos

16 de novembro de 2009 - As maiores empresas de construção estão apresentando resultados expressivos este ano - que surpreendem positivamente os analistas - e já sinalizam ao mercado que o cenário otimista deve ser superado progressivamente nos próximos anos.

A Cyrela divulgou estimativa de lançamentos e vendas até 2012. A empresa pretende lançar até R$ 7,7 bilhões no ano que vem, chegando a um limite máximo de R$ 11,5 bilhões em 2012, considerando as empresas parceiras. Em termos de vendas, os números oscilam, na média, de R$ 4,8 bilhões este ano para R$ 6,5 bilhões no ano que vem, chegando a R$ 8 bilhões em 2011 e a R$ 10 bilhões em 2012. A marca de baixa renda Living cresce dos atuais 30% para até 50%.

A MRV, que já tinha apresentado estimativa de vendas médias de R$ 4 bilhões para 2010, superou a marca dos R$ 2 bilhões nos primeiros nove meses do ano. "Isso mostra a força da baixa renda", afirma o presidente da MRV, Rubens Menin. As outras grandes ficaram bem próximas disso. A Cyrela e a PDG venderam R$ 1,9 bilhão, a Gafisa chegou a R$ 1 bilhão e a Rossi atingiu R$ 1,2 bilhão.

Por conta do volume de repasses de financiamento para a Caixa Econômica Federal, a MRV foi a primeira construtora de capital aberto a conseguir ter uma queima de caixa positiva - um indicador importante do setor, que mostra que a empresa já consegue receber mais do que gasta. "Isso acontece por conta da alta velocidade de vendas, o ciclo rápido de construção e da assinatura de contratos com agentes financeiros", diz Menin. Isso acontece conforme o ciclo da construção, com a entrega dos imóveis, vai sendo concluído. "É um indicativo de maturidade do mercado", afirma o presidente.

A MRV anunciou em seu balanço que é maior parceira da Caixa Econômica Federal no Minha Casa, Minha Vida. o número de unidades contratadas no acumulado do ano até outubro é de 13 mil unidades, há mais 43,8 mil em análise.

A companhia teve crescimento da margem líquida de 19% no segundo trimestre para 22,8% no terceiro trimestre. O lucro líquido atingiu R$ 102,6 milhões, 38,8% superior ao registrado no segundo trimestre. "Houve uma redução das despesas comerciais sobre as vendas", diz Menin. As despesas gerais e administrativas sobre a receita líquida caíram de 8% para 6,3% dos nove primeiros meses do ano passado para este ano. Por conta da capitalização com a oferta de ações, a dívida da companhia hoje é menor que o caixa.

As vendas da Cyrela atingiram R$ 1,23 bilhão no terceiro trimestre, alta de 96,6% sobre o mesmo período do ano passado. Os lançamentos cresceram 204,3% na mesma comparação, atingindo R$ 1,4 bilhão. A velocidade de vendas saiu de 22,9% no segundo trimestre para 27,4% de julho a setembro deste ano.

Fonte: Valor Econômico - SP