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Construtoras apostam em ganhos com a Copa

Texto: Redação AECweb

Para metade (47%) das empresas pesquisadas, o megaevento esportivo trará benefícios diretos

20 de outubro de 2011 - A grande maioria das empresas de construção civil (85%) aposta que a Copa do Mundo de 2014 vai impulsionar fortemente o setor e 18% informaram já perceber os efeitos nos negócios, conforme revela estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado ontem. Foram consultadas 411 empresas de todo o País, entre 1º e 15 de julho, sendo 212 de pequeno porte, 149 de médio porte e 50 grandes empresas. Para metade (47%) das empresas pesquisadas, o megaevento esportivo trará benefícios diretos.

A expectativa sobre os efeitos da Copa do Mundo no setor são maiores conforme o porte da empresa. Para todas as grandes corporações, o impacto da realização do maior torneio mundial de futebol no País será positivo.

Entre as de médio porte, 86% concordam. O percentual cai para 81% entre as pequenas empresas. Das médias, 6% acham que o impacto será negativo e 8% que não haverá alterações.

Entre as pequenas, 12% avaliam que a influência da Copa no setor será negativa e 8% dizem que não haverá impacto.

A razão para o pessimismo de parte das pequenas e médias empresas está possivelmente na falta de mão de obra especializada e no aumento de custos que as obras da Copa poderão ocasionar, segundo o gerente-executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. "O setor registrou crescimento forte e a mão de obra não acompanhou. Falta tudo. Pedreiros, serventes, engenheiros etc", disse Fonseca.

Entraves

Na avaliação dos empresários do setor, a mão de obra é o maior entrave para a execução da Copa no Brasil.

A escassez e o alto custo de pessoal capacitado foi a resposta mais citada, com 71%.Mas, as construtoras também reclamam da burocracia e do processo licitatório para as construções. Para 48% das empresas consultadas, esse problema está entre os maiores para a realização do torneio.

O terceiro maior entrave é o curto prazo para o término das obras. De todas as empresas ouvidas, 45% declararam que esse pode ser um problema para a Copa do Mundo do Brasil, seguido da elevada tributação (43%).

Fonte: Jornal do Commercio

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