Construtoras brilham no mês

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Papéis das construtoras lideraram a ponta compradora do mês

04 de setembro de 2012 - Agosto foi o mês do setor de construção civil. Em franco momento de recuperação, as construtoras dispararam em bloco no Ibovespa - principal indicador da bolsa - e levaram o índice Imobiliário - termômetro do segmento - ao avanço de 9,88%. Por outro lado, os ativos da Vale foram os que mais pesaram no índice por conta dos temores com a China.

Os papéis das construtoras brilharam em agosto e lideraram a ponta compradora do mês. Gafisa se valorizou em61,35%, a R$ 4,05; Brookfield avançou 32,57%, a R$ 4,07 e Rossi ganhou 30,75%, a R$ 6,08. O analista Erick Scott, da SLW Corretora, ressalta que o momento foi de recuperação das ações e, a aparente percepção de que os piores resultados ficaram para trás, animou os investidores. Scott, acrescenta que rumores sobre possível pacote de ajuda para o setor também funcionou como estimulo. "Se as medidas de-morarem a sair pode ser que as ações passem por correção", alertou. O analista aposta no papel da Gafisa.

Ele afirma que a tendência é que a companhia reporte bons números. "Estamos revisando o preço alvo do papel", disse.

Vale

A ação ordinária (ON) da Vale despencou 9,07%, a R$ 33,78 e a ação preferencial (PN) recuou 8,85%, a R$ 33,18. Nas últimas semanas de agosto o preço do minério de ferro exerceu forte influência negativa para a mineradora, ao despencar para patamares abaixo dos US$100. AVale trabalha com piso de US$120 a US$180 e na sexta-feira a commodity fechou cotada, no mercado internacional, a US$ 88,70. O analista Bruno Gonçalves, da WinTrade, afirma que a evidente desaceleração chinesa e o elevado número de material estocado preocupa o investidor. "As notícias continuarão afetando o papel. A tendência de curto prazo é de volatilidade", diz.

"Vale apanhou com o preço do minério de ferro e caiu de forma absurda. Se o cenário internacional ajudar, a ação se recupera", acredita Pedro Galdi, estrategista chefe da SLW Corretora.

Fonte: Jornal do Commercio