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Construtoras, enfim, reagem na bolsa de ações

Texto: Redação AECweb

Resultados positivos interrompem duas semanas de queda

09 de abril de 2010 - As ações das construtoras PDG Realty e da MRV Engenharia saltaram 5,61%, para R$ 15,26, e 5,30%, para R$ 12,52, respectivamente, interrompendo duas semanas de queda.

A expectativa de aumento da demanda em 2010, os bons resultados corporativos e a perspectiva de aumento dos negócios neste ano chamaram mais a atenção nesta sessão do que a má recepção ao anúncio da segunda fase do programa “Minha casa, Minha Vida”, que despertou expectativas de que as companhias poderiam sofrer redução de lucros, por serem pressionadas a operar com faixas de rendas menores.

"A maioria das construtoras entregou robusta expansão do volume de negócios no quarto trimestre", disse o Banco Santander em nota aos clientes divulgada ontem. Segundo o informe, as empresas podem se beneficiar com maior disponibilidade de investimentos e crescimento do País, esperados pelo mercado ao mesmo patamar de 2008.

Os papéis ON da Rossi, em presa líder do setor, também se beneficiaram com o otimismo e avançaram 3,33%, para R$ 13,05. Cyrela subiu 2,66% e fechou a R$21,65.  "Vejo o setor com bons olhos para 2010", aposta o analista da Intrader, Anderson Luz, avaliando que os papéis estão baratos. "O índice MOB (que acompanha as ações do mercado imobiliário) se mantém entre 780 e 990 desde setembro do ano passado, o que dá uma boa margem de crescimento para este ano".

No ano, o setor contabiliza perdas: PDG Realty acumula desvalorização de 12,05%; MRV recuou 11,21% e Rossi sofreu queda de 14,71%. Analistas apontam que a possibilidade de redução de crédito pelo aumento da taxa básica de juros desestimulou o investimento nesses papéis no primeiro trimestre.

Por outro lado, a expectativa de aumento da Selic em 0,5% neste mês gerou otimismo dos investidores em relação ao setor bancário, que subiu ontem, liderado pelas ações do Itaú, com alta de 3,98%, para R$ 12,55.0 banco foi destaque no setor por alcançar ontem a emissão de US$ 1 bilhão de bônus de 10 anos, com rentabilidade de 6,26%, correspondente ao valor de 237,5 pontos-base, acima do Tesouro americano. BB, que também foi a mercado nesta quinta-feira, captando R$ 1 bilhão, via Letras Financeiras (LFs), subiu 2,6%, a R$ 30,77.

A terceira maior alta do dia foi dos papéis ON da JBS, que avançaram 4,57% a R$ 8,24, um dia após divulgar detalhes de sua oferta pública. A JBS vem operando com preços abaixo da zona de suporte, de R$ 9,08, segundo análise da corretora Geral.

Invertendo a alta de 5,15% de ontem, as ações da Klabin sofreram queda de 2,10% para R$ 5,60, com a realização de lucros. A analista da Ativa, Monica Araújo,explica que a empresa se beneficia apenas indiretamente com a alta de preços da celulose, que deve seguir até o final do ano. "A Klabin fabrica a própria celulose, mas para vender papel", explicou a analista.

Fonte: Jornal do Commercio

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