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Construtoras temem perder recursos com liberação de saques do FGTS

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Governo Federal vai liberar saque de contas ativas para injetar recursos na economia e estimular consumo. Para o Sinduscon-SP, medida prejudica a construção civil


De acordo com o vice-presidente do Sinduscon-SP, o saque reduzirá a curto prazo o volume de investimentos destinados para habitação, saneamento e mobilidade urbana (Créditos: Arquivo/Agência Brasil)

18/07/2019 | 17:41 - O presidente da República, Jair Bolsonaro, informou que o governo irá liberar o saque em contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS-Pasep. O objetivo é injetar recursos que estimulem a economia e fomentem o consumo. Segundo ele, a equipe econômica ainda ajusta detalhes operacionais antes da publicação da medida, que deve acontecer na próxima semana.

A ideia já vinha sendo estudada pelo governo. Inicialmente, o intuito era liberar os saques apenas após a aprovação da reforma da Previdência, ainda em tramitação no Congresso Nacional. Entretanto, a aprovação da reforma, se confirmadas as expectativas dos aliados do governo, deverá acontecer somente a partir de setembro.

Impactos na indústria da construção

Em nota divulgada, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), se manifestou negativamente a respeito da medida anunciada pelo Governo Federal. De acordo com o vice-presidente da entidade, Ronaldo Cury, o saque poderá prejudicar o setor, pois reduzirá a curto prazo o volume de investimentos destinados à habitação, saneamento e mobilidade urbana, além de colocar em risco “a sustentabilidade do fundo a longo prazo”.

Conforme informações do Sinduscon-SP, o fluxo de caixa do FGTS previsto para 2019 indica uma disponibilidade (caixa) de R$ 112,145 bilhões e saldo em dezembro de R$ 94,004 bilhões, sendo R$ 31,634 bilhões correspondentes à por reserva legal para cobertura de saques.

“Já aumentou o volume de saques diminuindo sistematicamente assim o valor do saldo total. O alerta foi dado e provavelmente devemos encarar uma sucessão de revisões para baixo dos orçamentos futuros como forma de honrar compromissos assumidos e manter o FGTS”, afirma Cury.

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