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Crédito imobiliário não deve ser reduzido

Texto: Redação AECweb

Como o setor é incentivado pelo governo para combater a crise, analistas acreditam que não haverá perdas

16 de setembro de 2009 - A incidência de Imposto de Renda (IR) sobre uma parcela dos depósitos da poupança não deverá reduzir os recursos destinados ao financiamento imobiliário, segundo analistas do setor.

Atualmente, a caderneta é o principal instrumento para financiar a compra da casa própria e a construção de unidades habitacionais. "O anúncio do governo afeta uma pequena parcela dos investidores e por isso a poupança não perderá recursos", afirmou o presidente Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira.

O analista Fausto Correia, da Alpes, vê como marginal a possibilidade de migração de investidores da poupança para outros segmentos. "Não há risco de uma perda consistente de recursos dessa aplicação", constatou Correia.

O analista lembrou que se essa possibilidade fosse real, as ações das construtoras teriam reagido negativamente. Ao contrário, ontem, a maior parte dos papéis subiu na Bovespa. Cyrela avançou 2,77%, Gafisa e MRV tiveram valorizações de 1,24% e 0,45%, respectivamente.

Na avaliação de Oliveira, da Anefac, o governo estudou as duas pontas dessa equação antes de tomar a decisão. Se por um lado pretende evitar uma migração de outros investimentos para a poupança, do outro também se preocupou em não prejudicar os financiamentos imobiliários.

Os bancos precisam destinar 65% do captado em cadernetas de poupança para financiamento habitacional. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) contava com um saldo de R$ 233,492 bilhões em agosto, valor 15,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2008.

Aloísio Lemos, da Àgora, lembra que o setor da construção é um segmento que o governo está atento desde o acirramento da crise e por isso não tomaria uma decisão para esvaziar a principal fonte de recursos do setor. O analista acrescenta ainda que o governo quer apenas inibir a migração de grandes investidores para a poupança.

Fundos
Os fundos de investimento DI com taxas de administração de 2%, que desde maio tinham ficado inviáveis por render menos do que a poupança, voltarão a ficar competitivos em 2010, com a nova proposta para tributar a caderneta, segundo especialistas.

Com a nova regra, um investidor que deixar R$ 100 mil na poupança por um ano terá um mínimo de R$ 105.475,87 líquidos, já descontando o Imposto de Renda fixo de 22,5% incidente sobre os R$ 50 mil excedentes ao limite de isenção. Se aplicar num fundo DI com taxa de administração de 2% e aderir à alíquota de 17,5% do IR (aplicações entre 361 e 720 dias) poderá ter R$ 105.568 líquidos, considerando os juros básicos nos atuais 8,75%, segundo simulação da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, ligada à USP.

Fonte: Jornal do Commercio - PE

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