Banner AECweb
menu-iconPortal AECweb

Crescimento da construção civil cai e deve ficar em 6% em 2011, diz Cbic

Texto: Redação AECweb

Setor destaca que a indústria de material de construção utilizou 87% de sua capacidade


17 de dezembro de 2010 - O setor de construção civil cresceu 11% em 2010, o melhor resultado em 24 anos, mas deverá desacelerar e crescer 6% em 2011. O setor, admite a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), superou as expectativas feitas no final do ano passado, quando a perspectiva era de crescimento de 9%. No ano, foram criadas 340 mil vagas em todo o país (até outubro) e o crédito imobiliário teve uma expansão recorde. Segundo Paulo Simão, presidente da entidade, os recursos de Caderneta de Poupança podem ultrapassar R$ 50 bilhões. Entre outros dados inéditos, o setor destaca que a indústria de material de construção utilizou 87% de sua capacidade.

Simão diz que o setor não tem fôlego para crescer no mesmo ritmo deste ano, apesar de manter o entusiasmo com as perspectivas dos próximos anos. Vários gargalos precisam ser superados, entre eles estão dificuldades para a segunda fase do programa Minha Casa Minha Vida. O maior gargalo é a falta de terrenos para atender a construção de 2 milhões de imóveis em quatro anos.

O problema mais importante a ser resolvido, diz Paulo Simão, presidente da entidade, é o saneamento. Segundo ele, mais da metade dos domicílios brasileiros não têm acesso à rede de esgoto e a perda média de água tratada gira em torno de 40%.

Para resolver esse problema, a CBIC vai apresentar à presidente Dilma Rousseff um amplo projeto para reformular o setor de água e esgoto no país, chamado "Sanear é Viver". Com a credencial de quem elaborou e apresentou ao governo o esboço do Minha Casa Minha Vida, o CBIC fez um diagnóstico do setor e vai sugerir mudanças.

Uma delas é criação de um fundo para sanear as empresas de saneamento estaduais e municipais. Também prevê a criação de linhas de financiamento destinadas especificamente para o setor. Paulo Simão lembra que o problema do setor não é falta de recursos.

Fonte: Globo Online - RJ

x
Gostou deste conteúdo? Cadastre-se para receber gratuitamente nossos boletins: