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Custo da construção acumula alta de 5,29%

Texto: Redação AECweb

Dados divulgados pela entidade revelam que os reajustes salariais pressionaram o setor da construção civil em junho. São Paulo teve maior alta

29 de junho de 2010 - O Índice Nacional de Custo da Construção Mercado (INCC-M), que mede a inflação na construção civil, registrou, em junho, variação de 1,77%, acima do resultado do mês anterior, de 0,93%, de acordo com os dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No ano, o índice acumula alta de 5,29% e, nos últimos 12 meses, de 6,31%. O INCC é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

A maior elevação foi constatada em São Paulo (de 1,77% para 2,97%) e, em seguida, em Brasília (de 0,12% para 2,84%).

Também foi registrada alta em Salvador (de 0,08% para 0,22%), Belo Horizonte (de 0,15% para 0,25%) e Rio de Janeiro (de 0,33% para 0,91%).

Em sentido oposto, Recife (de 0,28% para 0,19%) e Porto Alegre (de 0,69% para 0,42%) registraram desaceleração.

Ao detalhar o desempenho do índice em junho, a FGV informou que os preços de materiais, equipamentos e serviços subiram 1,02% no sexto mês do ano, sendo que, em maio, a inflação deste segmento foi menos intensa, de 0,48%. Os preços de mão de obra subiram 2,59% este mês, após registrarem alta de 1,41% em maio.

Data Base

O grupo mão de obra registrou em junho variação de 2,59%, ante elevação de 1,41% no período anterior. Em Brasília, este grupo registrou variação de 4,96%, por conta de reajustes salariais ocorridos em função da data base. No mês anterior, não houve impacto. Em São Paulo, também em razão de data base, a taxa passou de 2,93%, em maio, para 4,69%, em junho. A contratação de profissionais ficou, em média, 2,59% mais cara do que em maio. Foram registrados aumentos no custo dos serviços de pedreiro (de 1,53% para 2,52%); carpinteiro (de 1,56% para 2,39%); engenheiro (de 1,30% para 2,44%); servente (de 1,71% para 2,08%) e ajudante especializado (de 0,74% para 3,18%).

No grupo materiais, equipamentos e serviços, o índice correspondente a materiais e equipamentos subiu de 0,51% em maio para alta de 1,04%. Os quatro subgrupos em que se distribuem os materiais e equipamentos usados na construção apresentaram aceleração, com destaque para materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,62% para 1,60%.

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,36%, em maio, para 0,92%, em junho, com destaque para a aceleração do subgrupo serviços técnicos, cuja taxa passou de 0,71% para 1,57%.

Produtos

Entre os produtos pesquisados para cálculo do indicador, a FGV informou que as mais expressivas elevações de preço na construção civil foram apuradas em ajudante especializado (3,18%); servente (2,08%); e pedreiro (2,52%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em ferragens para esquadrias (-0,36%); metais para instalações hidráulicas (-0,36%); e ladrilhos e placas para pisos (-0,35%).

A FGV, que calcula os Índices Gerais de Preços (IGPs), passou a divulgar o desempenho do INCCM isoladamente, antes da divulgação do IGP-M de cada mês. O IGP-M de junho deve ser anunciado hoje. (Com agências)

Fonte: Jornal do Commercio - RJ

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