De acordo com os economistas, o setor imobiliário pode enfrentar turbulências

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Inflação e desaceleração da economia podem afugentar investidores

29 de Julho de 2013 - O número de pessoas que assinaram contrato de compra da casa própria no primeiro semestre deste ano cresceu 37% no país, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Foram 714 mil novos contratos assinados em 2013. Em Mato Grosso do Sul, já foram liberados este ano R$ 854 milhões para financiamentos de imóveis. Quem tem buscado moradia própria encontra um mercado aquecido, com muitas opções e crédito facilitado. É essa facilidade nos financiamentos que tem mantido o bom desempenho do setor.

Mas na avaliação de economistas, o setor imobiliário pode passar por um período de incertezas a partir do segundo semestre deste ano por causa do cenário da economia brasileira, que apresenta sinais de desaceleração. Isso pode comprometer a confiança de investidores e consumidores. A alta na inflação e nas taxas de juros, somada à estimativa de queda no crescimento do país, podem fazer com que o consumidor evite contrair dívidas a longo prazo.

Em 2009, teve início no país o boom imobiliário com o lançamento do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. Famílias com renda de até R$ 5 mil tiveram acesso a crédito, facilidades nos descontos e subsídios para a compra de imóveis.

Fonte: G1