Debêntures bancam construção

Texto: Redação AECweb

Uso de debêntures como instrumento para as construtoras ganhou aval do Conselho Curador do Fundo no final do ano passado

28 de outubro de 2009 - As debêntures viraram um motor importante para o financiamento do setor da construção civil com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). No rol de vantagens, a agilidade lidera.

O orçamento do FGTS para 2009 era de R$ 1 bilhão para o setor. Dinheiro para empreendimentos. Mas, até o mês passado, as operações com debêntures já haviam consumido R$ 1,7 bilhão.

O uso de debêntures como instrumento para as construtoras ganhou aval do Conselho Curador do Fundo no final do ano passado, como hidratação contra a crise de crédito mundial.

A crise se vai, mas ele está ficando. A emissão dos papéis é cingida à compra pelo FGTS. Não há, portanto, oferta pública. Isso explica porque mesmo empresas de capital de fechado podem emitir para obter dinheiro para a habitação.

O braço imobiliário do Grupo Odebrecht vendeu no mês passado R$ 600 milhões em debêntures para a Caixa Econômica Federal. Os recursos serão utilizados pelo Bairro Novo, para lançar, até o final de 2011, cerca de 50 mil unidades para famílias com renda de até 10 salários mínimos, em todo o País.

Em Fortaleza, o Bairro Novo vai construir, no bairro do Ancuri, 2.846 unidades. As primeiras 358 estão agendadas para dezembro de 2010. Todas as unidades se enquadram no programa federal "Minha Casa Minha Vida".

Já a pernambucana Moura Dubeux, também com negócios no Ceará, captou via debêntures R$ 200 milhões. Serviu para compensar o aborto de uma oferta primária de ações em 2007.

Fonte: O Povo - CE