Demanda por imóveis é cinco vezes maior do que a oferta

Texto: Redação AECweb

O mercado também enfrenta a escassez de mão de obra na construção civil para atender à enorme quantidade de lançamentos.

04 de maio de 2012 - Os ventos estão soprando a favor do mercado imobiliário brasileiro. Embalado pela estabilidade da economia, aumento da renda das famílias, controle da inflação e expansão da oferta de crédito, o setor evolui em ritmo acelerado. Este ano deverão ser disponibilizados para compra da casa própria mais de R$ 80 bilhões só com recursos da poupança. O conjunto de fatores positivos tem despertado o interesse de compradores e investidores. O resultado disso é o aquecimento do mercado que deve se manter por um bom tempo.

"Temos condições de absorver mais 15 anos de crescimento. A valorização dos imóveis não é uma bolha, como muitos imaginam. Hoje a demanda é cinco vezes maior do que a oferta. Tem muito mais gente querendo comprar imóveis do que unidades disponíveis. Evidentemente o preço vai continuar subindo", prevê Paulo Fabbriani, vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), que também aprovou a queda nas taxas de juros dos financiamentos imobiliários. "É uma prova de que há espaço para novas reduções. A cada 1% de corte da taxa anual significa uma redução de 15% no valor do imóvel ao final de 30 anos", contabiliza Fabbriani.

Segundo levantamento feito pela entidade, no ano passado, 25.197 unidades foram lançadas, residenciais e comerciais, no município do Rio de Janeiro, um aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram colocadas à venda 19.994 unidades. A Barra da Tijuca manteve a liderança no ranking de imóveis novos, com 5.772 residências e salas comerciais, seguida por Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, regiões da cidade onde há espaço para novos empreendimentos.

O aumento da oferta ainda está muito longe de atender a procura dos consumidores por moradias. O setor se ressente de não acompanhar a demanda de uma população que está em busca de imóveis, mas não dispõe de infraestrutura para ocupar regiões mais distantes da capital por falta de mobilidade urbana. "Se não há transporte urbano não há mágica que dê jeito. Por isso o preço explodiu em bairros da Zona Sul, onde não há mais terrenos disponíveis. Quem quiser morar nessas regiões terá que pagar o preço para retirar quem já reside lá", avalia.

Fonte: O Globo