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Efeito eleitoral ampliará números da construção

Texto: Redação AECweb

Presidente da AEOPE comemora resultado do setor, mas lembra que o governo tem até junho para inaugurar obras

19 de fevereiro de 2010 - A bonança já registrada e que deve ser ainda mais forte na construção civil este ano não é à toa, mas está atrelada ao conhecido efeito eleitoral sobre os canteiros de obras.

Não importa o partido, a cada dois anos, dependendo do cargo majoritário a ser disputado nas urnas, os prefeitos, governadores e o presidente dão carga total para que cada estrada, por exemplo, seja inaugurada antes de junho, período em que esse tipo de evento é proibido pela Justiça Eleitoral. A corrida dos governantes é para finalizar as obras a tempo de posar na foto, para montar um catálogo de feitos em favor de seu próprio nome ou de seu sucessor.

Presidente da Associação de Empresas de Obras Públicas de Pernambuco (Aeope) e um dos conselheiros da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no Nordeste, Marcos Roberto de Oliveira Cavalcanti, comemora os números do setor, mas ressalta conhecer bem a ligação dos números altos com o componente eleitoral.

"Quem mais está gerando emprego no País é a construção e isso vai continuar. Até porque é preciso atentar para uma coisa: estamos num ritmo de ‘guerra de políticos’, porque depois de junho não se pode inaugurar nada", enfatiza Cavalcanti.

Ao analisar o efeito prático da administração pública sobre a geração efetiva de empregos, contudo, Marcos Roberto é um pouco mais cético quanto ao governo federal.

Ele não acredita que as vagas vão refletir resultados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal plataforma eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para turbinar a sua candidata na sucessão, Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil.

"A infraestrutura, aquela prevista no PAC, está sofrendo uma série de dificuldades, seja na burocracia natural, seja no Tribunal de Contas da União (TCU). As pequenas obras, muitas estaduais, é que têm gerado empregos, porque usam menos as grandes máquinas pesadas e contratam mais", defende Cavalcanti.

Ao contrário dele, no entanto, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e da Construção Civil (Marreta), Dulcilene Moraes, não faz distinção entre o andamento de obras federais e as estaduais.

"Primeiro que não são apenas as obras públicas que estão andando. Segundo, porque as grandes obras em Suape estão levando muita gente, assim como pequenas obras da Secretaria de Educação ou da Secretaria de Saúde. São canteiros que pegam perto de cem trabalhadores", comenta a presidente do Marreta.

Fonte: Jornal do Commercio - PE

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