Em 6 meses, Minha Casa, Minha Vida cumpriu apenas 8,9% da meta

Texto: Redação AECweb

Empresários avaliam que baixo percentual está ligado ao modelo de financiamento da infraestrutura básica de cada projeto

14 de outubro de 2009 - Lançado em 25 de março com a missão de construir 1 milhão de moradias populares até o final do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa "Minha Casa, Minha Vida" completa seis meses amanhã - data do início das operações comerciais do programa - com apenas 8,9% de casas encaminhadas para construção.

No último balanço elaborado pelo governo, segundo o qual 89,3 mil casas tiveram a construção contratada pelo governo junto às construtoras. Os empresários do setor avaliam que o baixo percentual de realização do programa está ligado ao modelo de financiamento da infraestrutura básica de cada projeto.

No começo da semana, eles se reuniram com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para tratar do assunto. Os empresários argumentam que a Caixa Econômica Federal (CEF) só recebe os projetos das empreiteiras depois que a previsão de investimentos em infraestrutura está garantida.

Temos que considerar que desses seis meses de execução tivemos dois meses de greve dos técnicos da Caixa. Hoje, a Caixa está analisando projetos que prevêem a construção de cerca de 355 mil moradias.

Atualizados em 5 de outubro, os dados mostram que a Caixa já recebeu 1.856 propostas de financiamentos. Essas medidas preveem a construção de aproximadamente 355 mil habitações.

O balanço mostra ainda que a maioria dos contratos já assinados - cerca de 44 mil - são destinados a mutuários com renda de até três salários mínimos. Já na faixa de renda entre três e seis salários foram liberadas para construção 33 mil habitações e para quem tem renda superior a seis salários mínimos foram financiadas pouco mais de 11 mil moradias. Todos esses contratos somam pouco mais de R$ 22 bilhões.

Quando o programa foi lançado, no final de março, a governo anunciou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teria uma linha de financiamento de R$ 5 bilhões para atender as construtoras nessa questão. Contudo, seis meses após a operacionalização do programa, o BNDES ainda não abriu oficialmente essa linha de crédito. A previsão é que ao longo da próxima semana isso seja feito.

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A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) informou que as 13 maiores construtoras de imóveis no país pretendem financiar até 389 mil habitações usando as regras do programa "Minha Casa, Minha Vida". Desse total, 125 mil unidades estão em processo de análise pela Caixa.

Fonte: Tribuna da Bahia - BA