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Em SP, futuro da construção pode estar no Interior

Texto: Redação AECweb

Pouca quantidade de terrenos disponíveis leva setor a adentrar o estado


14 de julho de 2009 - Nos últimos tempos, a falta de espaço nas superpovoadas metrópoles brasileiras tem se convertido em um sério empecilho para o avanço do setor da construção civil nesses locais. "Hoje, a cidade de São Paulo já não é capaz de absorver o desenvolvimento do setor imobiliário. A tendência é que os grandes empreendimentos do ramo comecem a migrar para importantes centros regionais como Bauru", avalia o vice-presidente de administração imobiliária e condomínios do Sindicato da Habitação (Secovi), Hubert Gebara.

Ele explica que, devido à falta de espaço na área urbana da Capital, empresas do setor imobiliário estão concentrando investimentos em cidades localizadas nas proximidades da Grande São Paulo, como Valinhos, Vinhedo e São Roque. "O interessante desses empreendimentos é que eles são voltados a um público de certo poder aquisitivo", salienta Gebara.

Ele esteve ontem em Bauru para participar do Encontro Secovi de Síndicos e Administradoras de Condomínios, que contou com a participação de centenas de inscritos vindos de toda a região. O evento marcou a criação oficial do Conselho de Síndicos de Bauru.

"Esse conselho ajudará o Secovi a conhecer de perto os problemas e demandas enfrentados pelos síndicos que atuam na cidade e na região", explica Gebara. O encontro de ontem à noite foi também uma oportunidade para que os responsáveis pela administração de condomínios pudessem esclarecer dúvidas relacionadas a assuntos jurídicos.

Palestra proferida pelo assessor jurídico do Secovi, João Paulo Rossi Paschoal, abordou temas como condômino anti-social e animais em condomínios. Também foram discutidas as implicações que a lei estadual 577/2008 - mais conhecida como "Lei Antifumo" - poderá trazer aos condomínios.

Em visita ao Jornal da Cidade, Gebara aproveitou para comentar a respeito do atual momento vivido pelo setor imobiliário brasileiro, depois da turbulência ocasionada pela crise econômica mundial.

"Nosso País, graças à política do governo atual - que deu seqüência àquilo que estava sendo feito pelo governo anterior -, conseguiu acumular reservas que lhe permitiram atravessar com certa tranqüilidade o momento de crise", afirma Gebara.

Ele preferiu não fazer previsões a respeito dos impactos que iniciativas como o "Minha Casa, Minha Vida" - programa do governo federal na área de habitação, que pretende construir 1 milhão de moradias populares para famílias com renda mensal de até dez salários mínimos - poderão trazer ao ramo imobiliário brasileiro.

"O governo está se esforçando para movimentar o setor, e isso é algo bom, pois quando a construção civil cresce, outras áreas da economia também avançam. A construção de um prédio, por exemplo, movimenta serrarias, cerâmicas, indústrias de materiais hidráulicos e elétricos...", ponderou ele.

"O Brasil é muito grande em extensão e tem várias desigualdades regionais. Além disso, é uma nação relativamente nova, quando comparada aos países europeus. Nosso déficit habitacional ainda é bastante significativo. O setor imobiliário ainda tem muito espaço para crescer nos próximos anos", concluiu Gebara.

Fonte: Jornal do Interior

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