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Construtora Santa Rosa conta como adaptou operações na pandemia do Coronavírus

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Conversa com o engenheiro civil Luiz Fernando Silva Borges, sócio-proprietário da construtora Santa Rosa, abordou as medidas adotadas por sua empresa para enfrentar crise do vírus covid-19

Engenheiro disse que o principal desafio na tomada de decisões foi referente ao trabalho terceirizado, já que as equipes que atuam desta forma têm seus salários diretamente relacionados à produção

02/04/2020 | 13:51 - Em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, o Portal AECweb está realizando uma cobertura especial sobre o tema, visando apresentar os efeitos da crise no setor da construção civil e as medidas que estão sendo tomada por entidades e construtoras para amenizá-la.

Por videoconferência, o engenheiro civil Luiz Fernando Silva Borges, sócio-proprietário da construtora Santa Rosa, de Belo Horizonte (MG), abordou as medidas e ações adotadas por sua empresa para enfrentar a atual pandemia. Durante a conversa, o público participou da entrevista em uma sessão de perguntas e respostas.

Clique aqui e confira a entrevista completa.

FUNCIONÁRIOS

O engenheiro informou que, antes da crise, a construtora Santa Rosa contava com sete contratos de obras em andamento e um que seria iniciado recentemente, mas foi cancelado devido à crise.

Segundo ele, a primeira medida para combater a pandemia foi implantar o trabalho remoto (home office) para os funcionários do setor gerencial e administrativo. Em seguida, todos os empregados formais da construtora paralisaram suas atividades e entraram de férias coletivas por 15 dias.

Luiz Fernando disse que o principal desafio na tomada de decisões foi referente ao trabalho terceirizado, já que as equipes que atuam desta forma têm seus salários diretamente relacionados à produção. Para resolver a questão, a equipe gerencial da construtora conversou com todas as empresas terceirizadas para que eles próprios optassem por continuar ou com suas atividades ou paralisar.

“Por incrível que pareça, todos os contratos de terceiros deram sequência às atividades. Até o momento, não tivemos nenhuma paralisação dos contratos terceirizados, então estamos tentando tomar alguns cuidados para evitar uma possível contaminação. Algumas questões relacionadas à higiene têm sido tomadas no canteiro de obras”, disse.

O profissional reclamou da dificuldade em se encontrar álcool em gel para distribuição nos canteiros, mas disse que há orientação para que os funcionários lavem de maneira periódica as mãos.

FORNECEDORES

Com relação aos fornecedores, Luiz Fernanda informou que, como todos os funcionários terceirizados mantiveram suas atividades, a empresa decidiu antecipar a compra de suprimentos para mantê-los desempenhando duas funções. Apesar disso, segundo ele, parte doa materiais já estão acabando.

Materiais do dia a dia, como madeira, prego e tubo, que são mais fáceis de encontrar, a gente consegue pegar no deposito etc. Já materiais mais específicos, que vem da indústria, estão paralisados”.

De acordo com o profissional, materiais que, normalmente, levam cerca de 10 dias para serem entregues estão demorando 25 dias, pois a indústria está trabalhando com equipe reduzida.

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