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Equity International quer entrar no País

Texto: Redação AECweb

Empresa de investimentos imobiliários não encontrou ainda uma parceira para iniciar as operações

03 de agosto de 2009 - O Equity International, do milionário americano Sam Zell, deverá abrir uma empresa de financiamento imobiliário no Brasil, num momento em que as taxas de juros, num recorde de baixa, fazem crescer a demanda por investimentos alternativos.

A Equity International está procurando parceiros para impulsionar o "ainda nascente" mercado de financiamento imobiliário brasileiro, disse seu diretor de Estratégia e vice- presidente de Investimentos Thomas McDonald.

A empresa de investimentos imobiliários não encontrou ainda uma parceira para iniciar essas operações e, por isso, deverá abrir sua própria companhia para financiar construtoras e incorporadoras imobiliárias, disse ele.

O Brasil é "o principal País do mundo para investimentos", disse o investidor bilionário Zell em entrevista à TV CNBC na semana passada. A redução de 5 pontos percentuais da taxa Selic este ano, para 8,75%, e o plano Minha casa, minha vida, impulsionaram a demanda por investimentos imobiliários residenciais e comerciais, disse McDonald.

"O financiamento imobiliário é um setor ainda nascente no Brasil, e existem oportunidades aqui que não estão sendo atendidas em escala suficiente", disse McDonald. "Ainda não encontramos a plataforma certa para fazer isso. Em algum momento encontraremos a certa ou a criaremos nós mesmos."

O financiamento imobiliário brasileiro é "ineficiente", à maneira dos mercados do México uma década atrás, disse McDonald. O setor é "baseado no proprietário", ou dependente da qualidade do proprietário, no Brasil, em vez de ser vinculado à qualidade do imóvel, disse McDonald.

Recebíveis
"Os bancos têm de adquirir uma compreensão do imóvel e adquirir uma visão que vá além do proprietário", disse ele. "Adoraríamos contribuir para instaurá-la."

O mercado brasileiro dos papéis conhecidos como Certificados Recebíveis Imobiliários (CRIs), títulos lastreados em ativos que representam recebíveis de fluxos de caixa gerados por negócios de locação ou arrendamento, totalizou apenas R$ 4,9 bilhões em 2008, ou 4,8% dos investimentos de renda fixa daquele ano, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).

McDonald prevê crescimento da demanda por ativos securitizados como as CRIs e por novos produtos, como contratos de arrendamento securitizados.

"Seria possível comprar crédito da Nestlé ou arrendamentos securitizados da Petrobras como uma forma de as empresas diversificarem suas carteiras", disse McDonald. "Seria possível não apenas investir no Brasil, mas em papéis corporativos de primeira linha."

Fonte: Jornal do Commercio

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