Estádio disputa categoria na certificação do U.S. Green Building Council

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Mané Garrincha, em Brasília, é um dos estádios brasileiros que apresentaram à Fifa certificação verde

28 de maio de 2013 - O Brasil foi o primeiro país a ter de apresentar à Fifa uma certificação "verde" dos estádios. A organização internacional definiu uma cartilha com requisitos de sustentabilidade que precisam ser cumpridos pelas 12 arenas da Copa. Alguns espaços estão indo além desses requerimentos.

O estádio Mané Garrincha, em Brasília, é o único a disputar a categoria "platinum" na certificação do U.S. Green Building Council (USGBC), que concede esse tipo de certificação a estádios, entre outros tipos de edificação. Nenhuma arena no mundo recebeu a certificação "platinum" até hoje.

Com o orçamento mais alto da Copa - R$ 1,5 bilhão -, o Mané Garrincha vem se esmerando para conquistar o título, ainda em análise. Uma membrana revestida de dióxido de titânio reveste o estádio e, em contato com a água da chuva, libera oxigênio na atmosfera. "É uma espécie de fotossíntese", diz Vicente Castro Mello, sócio da Castro Mello Arquitetura Esportiva, responsável pela obra do estádio.

No espaço, haverá cinco reservatórios que armazenarão a água da chuva para suprir 80% da necessidade em usos secundários, como abastecimento dos sanitários e irrigação do gramado.

Após a Copa das Confederações, a previsão é instalar 9,6 mil painéis fotovoltáicos na cobertura, para captar a energia solar. Foram colocados também vidros especiais em torno da arena para bloquear a entrada de raios solares e manter a temperatura interna cinco graus abaixo da externa.

"Em vários setores [do estádio], não haverá a necessidade de ar condicionado", afirma Castro Mello, cujo avô, Ícaro, ex-atleta olímpico, fundou o escritório de arquitetura e foi responsável pela obra do Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

De acordo com o arquiteto, por conta do menor consumo de energia no Mané Garrincha, a expectativa é que sejam economizados cerca de R$ 7 milhões ao ano.

Fonte: Valor Econômico