Estado de Goiás tem o 2º melhor resultado do programa Minha Casa no País

Texto: Redação AECweb

Apesar do bom desempenho, situação em Goiás poderia ser melhor, se não fossem a falta de infraestrutura e a burocracia

21 de outubro de 2009 - O Estado de Goiás tem um dos melhores desempenhos do País dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, com 6.611 unidades contratadas, no valor de R$ 337,42 milhões, o equivalente a 24% da meta total de 27.613 unidades previstas para o Estado.

Porém, esse desempenho poderia ser melhor se o programa não fosse desacelerado pela burocracia, como problemas com escrituras de terrenos e aprovação de licenças, e deficiências de infraestrutura em água e esgoto.

Em relação ao número de unidades contratadas, Goiás tem o melhor desempenho do Centro-Oeste e o segundo melhor do País, perdendo apenas para Roraima, que já contratou 37,6% do previsto. Ao todo, a Caixa Econômica Federal recebeu propostas para a construção de 17.131 unidades habitacionais em Goiás, num total de R$ 885 milhões, o que equivale a 62% da meta do Estado.

Vale lembrar que o programa engloba empreendimentos destinados às famílias com renda de até três salários mínimos, com recursos aportados pela União no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que não dependem de comercialização prévia, e de três a dez salários, com recursos oriundos do FGTS e comercialização prévia.

O superintendente da Caixa em Goiás, Moacyr do Espírito Santo, garante que o ritmo de análise dos projetos e contratações está acelerado na instituição. "Fizemos reuniões com o Sindicato da Indústria da Construção em Goiás (Sinduscon-GO) para esclarecer dúvidas e fazer com que os projetos cheguem à Caixa sem falhas para agilizar o processo", informa.

Para o presidente do Sinduscon-GO, Roberto Elias Fernandes, um dos maiores entraves é a demora na liberação das Avaliações de Viabilidade Técnica (AVTOs) de água, esgoto, energia elétrica e meio ambiente. Os problemas com falta de água e esgoto inviabilizam a execução dos projetos de construção.

Doação
As construtoras cobram das prefeituras a doação de terrenos, sob o argumento de que o valor máximo para cada casa (R$ 38 mil) e apartamento (R$ 42 mil) construídos no programa é baixo. "Poucos prefeitos fornecem terrenos e, quando isso acontece, eles não têm escritura", explica Roberto Elias.

Contudo, na opinião do do presidente do Sinduscon_GO, o mercado imobiliário vê o programa federal com bons olhos, pois ele trouxe a habitação de volta ao foco das famílias brasileiras, que estavam mais centradas em bens como automóveis.

Fonte: O Popular - GO