Estado faz parceria com iniciativa privada para financiar Minha casa, Minha Vida

Texto: Redação AECweb

Representantes do setor expuseram as dificuldades para a execução do programa

14 de outubro de 2011 - O secretário estadual de Habitação, Leonardo Picciani, se reuniu, nesta quinta-feira, com o presidente do Sinduscom-Rio, Roberto Kauffman e representantes da construção civil para discutir os detalhes para a implementação do projeto Minha Casa, Minha Vida, através da iniciativa privada. No encontro, realizado na Firjan, representantes do setor expuseram as dificuldades para a execução do programa, principalmente nos empreendimentos para famílias com renda de até três salários mínimos.

Segundo Leonardo Picciani, esta faixa de renda familiar abrange 80% do déficit habitacional do estado que está mais concentrada na região metropolitana.

De acordo com o secretário, a ideia agora é priorizar essa região, distribuindo a oferta habitacional com mais uniformidade. Segundo ele, gargalos como a valorização de algumas áreas especialmente em decorrência do custo de infraestrutura dos empreendimentos dificultam a execução do programa. Picciani disse ainda que busca soluções como a encontrada por São Paulo, que recorreu a mecanismos de aporte de até R$20 mil por unidade habitacional para complementação de infraestrutura e melhoria das moradias.

Os representantes de construtoras disseram que a maior dificuldade está na infraestrutura dos condomínios residenciais e na instalação de adutoras para fornecimento de água aos seus empreendimentos.

Segundo o presidente do Sinduscon-Rio, só haverá êxito na parceria com o Estado, quando a iniciativa privada apresentar para a Secretaria de Habitação, seus projetos de moradia social e as dificuldades enfrentadas para a execução dos empreendimentos.

"Contamos com o envolvimento das construtoras, para que elas apresentem ao governo do estado os seus projetos habitacionais, onde estão localizados seus terrenos e, pontuem a demanda local e dificuldades na execução das obras. Somente assim será possível elaborar um plano de ação habitacional mais efetivo que contemple a baixa renda fluminense", concluiu Kauffman.

Fonte: O Globo Online