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Estimulada pela construção civil, economia pernambucana alavanca 1,7%

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Números foram divulgados na última terça-feira (4)

06 de setembro de 2012 - A economia pernambucana cresceu 1,7% no segundo trimestre do ano, comparando-se ao mesmo período de 2011. O resultado é superior ao desempenho trimestral do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, cuja alta foi de 0,6%. A construção civil foi o setor que alavancou o PIB de Pernambuco entre os meses de abril e junho, com crescimento de 12,5%. Os números foram divulgados na última terça-feira (4) pela Agência Condepe/Fidem.

O segmento de serviços apresentou expansão de 1,5%, com destaque para os setores de alojamentos, alimentos e atividades de lazer. Já o setor de agropecuária foi o grande “vilão” do PIB estadual, com queda de 5,3% no período, provocada pela seca.

Os efeitos da crise econômica mundial - que desacelerou a economia brasileira no segundo trimestre do ano - também foram sentidos de forma menos intensa em Pernambuco. Um dos sintomas pode ser comprovado na indústria de transformação, cuja queda do PIB foi de 2,2%. O resultado negativo foi influenciado pelos segmentos de alimentos e bebidas, cuja retração foi de  6,7%, seguido de produtos metálicos (-12,2%) e minerais não metálicos (- 1,6%).

Na agropecuária, cuja queda foi de 12,8% no primeiro semestre do ano, apenas as lavouras permanentes (uva, manga) na área da fruticultura irrigada não sofreram os efeitos climáticos e cresceram 5,4% no segundo trimestre do ano.

Os efeitos da seca foram sentidos com mais intensidade nas plantações de feijão, milho e mandioca, com retração de 7,9%, e na pecuária, com queda de 9,7%. A plantação de cana de açúcar, que tem peso de 65% no setor agrícola do estado, encolheu 6,2% no período.

A expectativa do presidente da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Lima, é que o dinamismo da economia pernambucana seja mantido no segundo semestre do ano, ancorado pela continuidade dos grandes investimentos do setor produtivo, e os efeitos das medidas macroeconômicas com rebatimento no crédito e no consumo das famílias.

Fonte: DCI

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