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Estudo da USP mostra chuveiro elétrico como opção mais econômica para o banho

Texto: Redação AECweb

Dados mostram que um banho de oito minutos com chuveiro elétrico custa R$ 0,22

16 de abril de 2009 - Uma pesquisa elaborada pelo CIRRA (Centro Internacional de Referência em Reuso de Água), entidade vinculada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli - USP), sobre os mais diversos sistemas de aquecimento de água para o banho traz um resultado que pode surpreender muita gente: o chuveiro elétrico é a opção mais econômica para se tomar banho, quando levamos em consideração o gasto com energia elétrica ou gás e água.

Os dados, apontados nos primeiros três meses de pesquisa, mostram que um banho de oito minutos com chuveiro elétrico custa R$ 0,22 contra R$ 0,35 do sistema solar, R$ 0,58 do aquecimento a gás e R$ 0,78 do aquecedor de acumulação elétrico (boiler), ou seja, os banhos aquecidos por coletores solares, a gás ou boiler elétrico são, respectivamente, 59%, 164% e 255% mais caros do que com chuveiro elétrico. O sistema híbrido, que utiliza coletores solares de baixo custo e chuveiro elétrico na ponta, é o único sistema que se equipara ao chuveiro elétrico em termos dos custos dos insumos.

Se levarmos em consideração uma família de quatro pessoas em que cada uma toma um banho por dia, quem optar pelo chuveiro elétrico terá um gasto mensal com insumos (energia elétrica e água) de R$ 26,40, quem escolher o sistema de coletor solar vai gastar R$ 15,60 a mais (R$ 42,00) e para quem usa o aquecedor a gás irá desembolsar R$ 43,20 a mais por mês (R$ 69,60).


Essa economia é muito grande se levarmos em consideração uma família com renda de até 3 salários mínimos. Afinal, os R$ 15,60 economizados por mês por quem utiliza chuveiro elétrico e não coletor solar, significam 31,2% da prestação mínima de financiamento (R$ 50,00) do novo programa habitacional do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”.

Segundo o estudo “Avaliação do consumo de insumos (água, energia elétrica e gás) em chuveiro elétrico, aquecedor a gás, chuveiro híbrido, aquecedor solar e aquecedor de acumulação elétrico”, que está sendo coordenado pelo professor Ivanildo Hespanhol, uma das autoridades mais influentes em água nas Américas, um dos principais fatores que fazem essa equação pender para o lado do chuveiro elétrico é o consumo de água. Na pesquisa do CIRRA, nestes primeiros três meses de estudos, o chuveiro elétrico apresentou um consumo de 4 litros de água por minuto contra 8,7 litros por minuto do solar (consumo 118% maior), 9,1 do sistema a gás (mais 128%) e 8,4 do boiler elétrico (+110%). O sistema híbrido (solar com chuveiro elétrico), mais uma vez, apresentou um desempenho semelhante ao chuveiro elétrico, com 4,1 litros por minuto.

Outro dado apontado pelo estudo diz respeito à água que é perdida no início de cada banho até se atingir a temperatura ideal. No chuveiro elétrico esta perda é zero, já que ao abrir o registro a água sai automaticamente quente. No sistema solar ou boiler elétrico a perda é de 5 litros e no aquecedor a gás, 4,5 litros. “Isso ocorre porque os sistemas de aquecimento ficam longe do ponto de uso por questões de segurança e espaço. Deste modo, ao abrir o registro primeiro sai toda a água fria que está entre os aquecedores e a ducha.”, afirma Simone May, pesquisadora responsável pelo acompanhamento do estudo.

Se multiplicarmos essa perda por quatro banhos diários (uma família de quatro pessoas que tomam um banho por dia), a perda de água no sistema solar ou no boiler chega a 7,2 mil litros em um ano, ou seja, o suficiente para se tomar 225 banhos com chuveiro elétrico!

Metodologia do Estudo
Para a realização deste estudo, foram instalados seis pontos de banho no vestiário dos funcionários da USP (dois pontos com chuveiros elétricos, um com aquecedor a gás, um alimentado por sistema solar, um híbrido – solar de baixo custo com chuveiro elétrico no ponto de uso, e um aquecedor de acumulação elétrico – boiler). Durante um ano, esses funcionários voluntários divididos em grupos tomarão banhos (sem nenhum tipo de restrição sobre abertura maior ou menor do registro, tempo de banho, posição de chave seletora de temperatura, etc.) nos pontos determinados. A cada três meses, os grupos passarão de um ponto para outro.

Todo o consumo de água, energia elétrica e gás é medido através de modernos medidores e os dados enviados ao computador do CIRRA para a consolidação dos dados.

“Os resultados revelados até agora mostram o desempenho dos sistemas de aquecimento de água nos primeiros três meses deste ano e são bastante representativos, já que tivemos um janeiro mais frio e um fevereiro e março mais quentes, o que acaba refletindo um cenário anual. Mesmo assim, continuamos com o estudo pelos próximos nove meses”, completa o professor Ivanildo Hespanhol.

Fonte: Lado B Comunicação

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