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Falta de obras derruba taxa de investimento, aponta o BNDES

Texto: Redação AECweb

Aportes para a área de construção estão abaixo da média mundial, diz estudo

01 de dezembro de 2009 - A limitada oferta de crédito imobiliário e a queda dos investimentos públicos em infraestrutura são responsáveis pela baixa taxa de investimentos produtivos na economia brasileira. Nesse indicador, o país está pior do que as médias mundiais e dos emergentes, aponta estudo da área de pesquisas econômicas do BNDES.

O indicador é importante porque aponta a capacidade da economia de crescer nos próximos anos, com base em investimentos já realizados em construção e na aquisição de máquinas e equipamentos.

Um ranking elaborado pelo banco mostra que os 16,4% de taxa de investimento do Brasil em relação ao PIB o deixa muito atrás dos 42,8% da China, dos 21,6% da média mundial e dos 19,2% dos EUA.

A análise tem como base dados de 2006, devido à dificuldade de comparação com outros países. Mas, segundo o banco, não houve mudança significativa, já que, em 2008, a taxa de investimento do país foi de 19%, o que ainda o deixa entre os que menos investem. Também não considera os efeitos da crise.

"A razão para a taxa de investimento no Brasil se situar abaixo da média mundial está no reduzido valor dos dispêndios em construção", aponta o estudo. Os técnicos observaram que a tendência de investir proporcionalmente mais em máquinas e menos em construção acentuou-se nos últimos dez anos.

Eles relativizam, porém, a condição de "lanterna" do Brasil no grupo analisado. Isso porque, segundo eles, o Brasil tem uma "produtividade dos investimentos" superior à média -ou seja, esse tipo de investimento é capaz de gerar mais crescimento na economia.

O economista Istvan Kasznar, da Fundação Getulio Vargas, avalia de forma diferente. "Indicadores internacionais mostram que a produtividade do investimento no país vai mal, na comparação com outros países."

Fonte: Folha de S. Paulo - SP

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