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Falta mão-de-obra para a construção no interior de São Paulo

Texto: Redação AECweb

Carpinteiros, armadores e eletricistas são os mais procurados no mercado de Sorocaba

25 de março de 2010 - Contratar mão-de-obra para construção civil passou a ser uma tarefa difícil em Sorocaba. Desde o final do ano passado, com o aquecimento do mercado imobiliário, as construtoras têm encontrado dificuldade para recrutar profissionais habilitados para a função.

O gerente regional do Sinduscon (Sindicato da Construção Civil), Ronaldo de Oliveira Leme, diz que funções como carpinteiro, armador, eletricista e pintor são as de maior carência na cidade. "É muito difícil encontrar esse tipo de profissional hoje em Sorocaba."

Ele cita que até mesmo pedreiros e serventes, que antes formavam fila quando se abria uma vaga na obra, hoje demora alguns dias para se contratar.

Com a intensificação das obras públicas e retomada dos projetos de residênciais, Ronaldo dize que algumas empreiteiras estão trazendo mão-de-obra de fora. "A tendência é de que isso piore com o aquecimento do setor", avalia.

Setor é o segundo no mercado
As empresas do setor de construção civil tiveram o segundo maior aumento no volume de contratações com carteira assinada em 2009, com alta de 4,37% no ano. O índice foi superado apenas pelo setor de prestação de serviços (5,39%).

Segundo levantamento do Ministério do Trabalho, o saldo de vagas geradas no setor somou 483 postos com carteira assinada em 2009. Neste ano, os números do segmento continuam em alta.

Nos dois primeiros meses, as empresas de construção civil já abriram 191 novas vagas de trabalho, com alta de 1,88% no volume de contratações no ano.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção, Vitório Gabriel, diz que o setor emprega atualmente cerca de sete mil profissionais, mas reconhece que a área ainda convive com o problema da informalidade nos canteiros de obra.

Carência é suprida com novos cursos
A falta de investimentos na implantação de cursos para a formação de mão-de-obra é apontada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Vitorino Gabriel, como uma das principais causas da escassez de profissionais habilitados na cidade.

Ele diz que muitas pessoas só recorrem para o trabalho na construção civil quando não têm outra alternativa de emprego, o que gera uma rotatividade muito grande. "Se houvesse um empenho maior na capacitação e valorização desse pessoal, certamente muitos permaneceriam no mercado", argumenta.

O gerente regional do Sinduscon, Ronaldo de Oliveira Leme, informa que a entidade mantém cursos de formação em parceria com o Senai em Sorocaba na área de carpintaria, metrologia, eletricidade e hidráulica.

Ele afirma que ano passado o programa foi responsável pela formação de cerca de 1,5 mil novos profissionais no mercado. Para este ano, Ronaldo diz que a intenção é de que os cursos sejam responsáveis pela formação de até duas mil pessoas.

"A questão é que o mercado da construção civil em Sorocaba tem evoluído acima da média, o que fez crescer muito a demanda. Para conseguir mão-de-obra as empresas chegam a oferecer benefícios extras e melhor remuneração", diz.

Fonte: Bom Dia Rio Preto - SP

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