Federação Nacional dos Engenheiros empossa nova diretoria

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Cerimônia, que ocorre em 20 de março, em Brasília, marca início de gestão que dá continuidade ao trabalho com foco no desenvolvimento nacional

18 de março de 2013 - No dia 20 de março, às 19 horas, será realizada, em Brasília, a solenidade de posse da diretoria da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), para a gestão 2013-2016. Continua à frente da entidade o engenheiro Murilo Celso Pinheiro. A gestão dará sequência ao projeto ‘Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento’, com propostas da categoria para a aceleração do crescimento e superação dos principais gargalos de infraestrutura do país.

O manifesto conta com a análise técnica de especialistas sobre temas ligados ao novo cenário brasileiro. Áreas estratégicas como energia, tecnologia, mobilidade urbana e saneamento são contempladas nas proposições da categoria. “A FNE tem o desenvolvimento nacional como uma de suas lutas prioritárias e o Cresce Brasil alerta, entre outros ponto centrais,  para a necessidade de garantir profissionais qualificados dos ramos da engenharia”, explica o presidente reeleito. 

Tal prioridade leva em conta a proposta da entidade de que o país persiga a meta de elevação do Produto Interno Bruto (PIB) em 6% ao ano.  “Embora ousada, acreditamos que o Brasil não pode abrir mão de um projeto de crescimento arrojado. Devemos superar os gargalos que representam obstáculos a isso”, reforça Pinheiro.

Falta de profissionais

Segundo dados do Censo de Educação Superior (Inep/MEC), o Brasil formou apenas 38 mil engenheiros em 2010.  Para atender o crescimento da economia, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os grandes eventos esportivos, como Copa das Confederações, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas, o país precisa anualmente de 60 mil novos especialistas. Ou seja, a realidade está 63% abaixo da necessidade. “Esse problema tem explicações que vão desde a velocidade do crescimento econômico até a evasão nas faculdades”, comenta o presidente.

Pensando no risco da falta de mão de obra qualificada, a FNE apoiou o Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) na criação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (ISITEC), que deve abrir a primeira turma de Engenharia de Inovação no segundo semestre deste ano.

A proposta do futuro curso inédito é graduar profissionais com sólida formação básica, educados numa cultura de inovação, aptos a buscar soluções aos desafios do setor produtivo e atuar nos mais diversos segmentos da economia. “Precisamos investir em ações coordenadas entre governo, empresas e entidades de classe para requalificar profissionais e reinseri-los no mercado de trabalho, além de garantir a formação de jovens engenheiros”, completa Murilo.

Fonte: Federação Nacional dos Engenheiros