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Fundo imobiliário tem foco em lajes corporativas para ganhar com aluguel

Texto: Redação AECweb

Sobe para R$ 1,582 bilhão o volume de ofertas registradas e com dispensa de registro somente neste ano

19 de novembro de 2009 - Mais um fundo imobiliário tem o aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A carteira de R$ 100 milhões, batizada de Lindencorp Offices, terá como alvo a aquisição de empreendimentos imobiliários comerciais (lajes corporativas) que gerem renda por meio de locação, arrendamento ou ainda alienação.

Com a operação, sobe para R$ 1,582 bilhão o volume de ofertas registradas e com dispensa de registro somente neste ano. O volume representa um aumento superior a 150% em relação aos R$ 616,8 milhões de 2008.

A nova emissão, liderada pela Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), será feita em duas séries, a primeira de 20 mil cotas e a segunda de 80 mil cotas, todas com valor unitário de R$ 1 mil. A aplicação mínima para participar da oferta pública será de 50 cotas, o equivalente a R$ 50 mil.

De acordo com a minuta do prospecto da oferta, o fundo tem como objetivo uma rentabilidade na forma de distribuição de rendimentos superior a IGP-M mais 8% ao ano, taxa que, para a pessoa física, é líquida de imposto de renda desde que ela não tenha mais de 10% das cotas emitidas e o fundo tenha no mínimo 50 cotistas. O investidor também poderá ganhar com a valorização dos imóveis e, consequentemente, das cotas do fundo no mercado secundário da BM&FBovespa.

A Lindencorp Participações e Incorporações (LPI), que dá nome ao fundo, vai atuar como consultor de investimentos, analisando oportunidades, sugerindo benfeitorias em imóveis do fundo, acompanhando obras ou indicando potenciais inquilinos.

Quando os imóveis adquiridos não pertencerem a empresas ligadas, direta ou indiretamente, à Lindencorp, a empresa deverá receber uma remuneração de 3% sobre o valor do contrato, independente das comissões pagas a intermediários. O consultor também dever receber uma comissão caso feche a locação de imóveis integrantes do fundo.

A LPI é uma empresa do grupo Lindencorp Desenvolvimento Imobiliário que, na origem, focou a atuação no segmento de imóveis de alto padrão por meio de uma parceria com a Construtora Adolpho Lindenberg. Em 2006, a Lindencorp associou-se com à PDG Realty e ao Banco Banif, consolidando-se como uma das principais incorporadoras de São Paulo.

O fundo, contudo, terá um comitê de investimento composto por até cinco integrantes, dois eleitos pela administradora (CSHG), um pelo consultor de investimentos e outros dois pelos cotistas em assembleia geral. O mandato será de dois anos, com possibilidade de reeleição.

A nova operação segue uma tendência de estruturação de fundos genéricos, com gestão ativa, adotada especialmente pela CSHG. A gestora tem pelo menos outros dois fundos imobiliários nessa linha - um com foco em shoppings centers e outro em lajes corporativas.

Na semana passada, o fundo CSHG Brasil Shopping - que já é dono de fatias dos empreendimentos Plaza Sul e Penha, em São Paulo; Tivoli, em Santa Bárbara do Oeste; e Parque D. Pedro, em Campinas - comunicou a compra de participação, em negócio com a Aliansce Shopping Centers, de 339.294 cotas do FII Via Parque Shopping, ao preço de R$ 98,55 por cota, totalizando R$ 33,44 milhões.

O fundo imobiliário Via Parque Shopping é proprietário das unidades autônomas que compõem o condomínio onde está instalado o shopping de mesmo nome, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com a nova aquisição, o Brasil Shopping passou a deter 16% das cotas do Via Parque Shopping e, consequentemente, uma participação de 16% no empreendimento comercial.

Fonte: Valor Econômico

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